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Franklin Martins reinventando o Brasil




Semana passada, essa intrépida plataforma Cedro Rosa, veiculou uma entrevista feita pelo Toninho Galante com o jornalista Franklin Martins. Sensacional. O papo foi motivado pelo lançamento no Rio, do Volume Zero do livro Quem foi que inventou o Brasil, que já tem três volumes circulando e encantando amantes de música e história. Um trabalho que merece horas de aplausos de pé.


Lançando os olhos rapidamente sobre a biografia do sujeito, a gente percebe à primeira vista, que Franklin Martins não é somente mais um grande nome condenado a fazer parte da história recente do país. Ele também escreve, ou ajuda a escrever essa história. E com esses seus livros esmiuçando e trazendo à luz músicas, canções de época, joias de incomensurável valor, ele vai descortinando um Brasil que ainda não se ouvira plenamente. São tijolos sonoros, crônicas até poéticas na construção da Nação.


Numa rápida leitura da trajetória desse jornalista, percebe-se claramente a face política. E com uma pujança que o fez superar, de longe o perímetro das redações. Em 1969 ele foi o redator do manifesto publicado na Imprensa falada, escrita e televisada pelo qual um grupo ousado de jovens, que sequestrara o embaixador americano, exigia do governo militar a libertação que outros jovens presos por combaterem a ditadura militar implantada cinco anos antes no país. Os presos políticos foram libertados e enviados ao exterior, o embaixador foi devolvido são e salvo e Franklin teve uns quinze anos de sua vida ocultados pela clandestinidade e o exílio.



Lais Amaral Jr.

Mais tarde seu rosto seria familiar de milhões de brasileiros ao incorporar o comentarista político da Rede Globo. E diga-se, ele já passara pelas redações mais pesadas da imprensa nacional. Mais um tempo depois e ele assume a Secretaria de Comunicação Social do segundo governo do Presidente Lula. E pelo que se sabe, construiu um projeto de regulamentação da mídia, que, ao que parece, ainda dormita em alguma gaveta governamental.


Mas essa é a parte visível do iceberg chamado Franklin Martins. O seu trabalho de pesquisa para descobrir como se conta a história do Brasil via crônicas musicais, um trabalho de arqueólogo obstinado começou no final do século passado. Final dos anos 1990. Um trabalho árduo em busca de fonogramas e partituras perdidas sabe-se lá por que lonjuras. E falou com folcloristas, escarafunchou bibliotecas aqui e no exterior, universidades e instituições que guardam parte de nossa história e ressuscitou canções e cantantes que são páginas vivas. E tudo em meio a dificuldades de um país que só começou a registrar sua memória e sua força criativa, praticamente no século XIX.


Esse esforço rendeu o Quem Inventou o Brasil, em três volumes o que o motivou a ir mais longe, agora com o Volume Zero, do Império ao início da República (1822 a 1906), mostrando por meio de milhares de registros de canções, os bastidores do dia a dia do país à sombra de seus mais visíveis marcos políticos, até os nossos dias. O resultado desse trabalho estupendo pode ser lido e ouvido, não apenas via livros mas também pelo Site: www.quemfoiqueinventouobrasil.com. É simplesmente magnifico.


No final da conversa, o Galante sugeriu novas fontes de canções políticas para futuros trabalhos, citando o Clube do Samba que está no acervo da Cedro Rosa. Franklin Martins declinou dizendo que a “quitanda está fechada”. Uma pena. Fiquei curioso por saber o que se cantava nas vielas políticas, por exemplo, no período da Inconfidência Mineira. Seria bem legal. Ainda mais agora que o governador de Minas Gerais, esse tal Zema, tenta recontar a história dos Inconfidentes, Tiradentes incluso, como tendo sido uma tentativa de golpe contra a Coroa Portuguesa, insinuando tratar-se de uma ação de bandidos.


Como o Franklin Martins salientou que em muitas das antigas composições encontradas, havia também a prática da paródia, já que as letras não eram registradas, a comunicação era via oral, me veio à mente a paródia do samba ‘Palpite Infeliz’, do grande Noel Rosa:

“Quem é você que não sabe o que diz

Meu Deus do céu, que patife infeliz”.


Deixa isso pra lá. Não dá pra começar um texto falando de Franklin Martins e terminar com alguém que jamais constará de qualquer partitura. Leiam os livros ou visitem o imperdível Site de Quem foi que inventou o Brasil. Valeu, Galante!


Franklin Martins, na Live: Quem Foi que Inventou o Brasil, "volume zero".


 

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