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A Rachadinha do Itamar



O desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro no carnaval de 1994 foi histórico para a história do Brasil.


Não pelo campeonato da Imperatriz Leopoldinense (mandada, comandada e desmandada pelo bicheiro Luizinho Drummond), com o enredo Catarina de Médicis Na Corte Dos Tupinambôs e Tabajeres, um belo desfile criado e desenvolvido pela grande carnavalesca Rosa Magalhães.

Nem pelo tumulto promovido "pelos pessoais" do Salgueiro (vice campeão) e da Mangueira (10° colocada), escolas apontadas como favoritas ao título.


Mas sim pelo primeiro registro oficial de uma rachadinha num governo do nosso Brasil Varonil.

Pois foi naquele domingo, 13 de fevereiro de 1994, em pleno sambódromo da Marques de Sapucaí, que o fotógrafo Marcelo Carnaval clicou a imagem que correu mundo - a "modelo" Lilian Ramos, vestida com uma mocrosaia (e sem calcinha), exibiu sua negociação cabeluda nos braços do presidente Itamar Franco, um coroa topetudo metido a galanteador.

A foto correu mundo e até hoje a menina vive às suas custas.


...


Três dias depois, já na Quarta-feira De Cinzas, o bar Bofetada de Ipanema (nem sei se ainda existe) reunia as folionas e os foliões da Zona Sul do Rio e adjacências na rua Farme de Amoedo para a tradicional concentração do Bloco Carnavalesco Lira do Delírio (também não sei se ainda existe).

E aqui cabe uma explicação.

A Lira foi um bloco inventado pela galera pra estender e comentar o Carnaval, e beber, é claro.

Não tinha cores.

Não tinha enredo.

Não tinha bateria.

Não tinha samba.

Não desfilava.

Era só uma desculpa para confraternizar.

A povalhada ficava ali cantando carnavais eternos e os sambas dos três grandes blocos da região: Bloco De Segunda, Simpatia É Quase Amor e Suvaco Do Cristo.

Pois naquelas cinzas de 1994, eu e o Jorgito Sapia (argentino muito mais carioca do que eu) bebíamos e comentávamos a RACHADINHA DO ITAMAR e, de repente, não mais que de repente, o samba nasceu.

E se espalhou. .

Foi a primeira e única vez que a Lira teve um samba.

Foi a primeira e única vez que que a Lira desfilou (no caso, várias vezes, saindo do Bofetada e voltando e começando de novo)

Mas deixemos de conversa e vamos ao samba.

FINDOU O CARNAVAL

A LIRA CONTA A HISTÓRIA DA PENDENGA

O CASO ORIGINAL

QUE ENVOLVE UM PRESIDENTE E UMA QUENGA


QUEM NÃO PODE NÃO SE METE

NUM PAÍS QUE JÁ FOI ILHA

TEM CABELO NO TOPETE

E NA VIRILHA


Até a próxima esquina.

 

Família Lago, arte, cultura.





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