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Uma Janela aberta para o Planeta e para o Coração do Homem




Reconquisto a esperança na humanidade quando ouço a voz de uma criancinha me declarando seu amor. Ouvi isso há pouco tempo, da filhinha de nosso pajé. Eu vinha subindo uma ladeira sob o sol, transpirando e pensando nos horrores da guerra entre Israel e a Palestina, quando aquele sonzinho de riacho de água fresca num áudio do WhatsApp me fez pensar que há uma janela aberta para a salvação. Reconquisto essa mesma esperança quando vejo as imagens do amor entre os animais no Instagram, ou a majestade deles, ou a sua harmonia com a natureza. A grandiosidade da comunhão entre os cavalos e as ondas do mar me reverte ao mistério de uma dimensão superior. E a infinidade de pessoas que são tocadas por essas imagens é outra bandeira levantada para a esperança, um brinde ao mundo com o melhor champagne. Assim como as criancinhas, os animais transmitem inocência, e felizmente as pessoas respondem a ela!

Diante das brutalidades entre nações, conflitos de religião, e calamidades climáticas, é muito fácil esperar pelo pior. A ganância infelizmente não tem limites, ela é seu próprio câncer, isso que quanto mais ganha território, mais quer ganhar. Assim o Sapiens veio construindo a civilização, até esse ponto em que sua ganância e resultante violência não só massacra a humanidade, mas vai levando o planeta ao limite do apocalipse. E o pior, todos nós estamos bem avisados e a maioria dos poderosos só quer mais poder e nao ligam para as consequências. O tumor da ganância cresce neles a passos largos.

Pode se dizer que as crianças e os animais também têm ganância. As primeiras tentam arrancar os brinquedos dos companheiros, e os segundos, mesmo de barriga cheia, disputam por comida. Mas tudo é manifestação imediata, daquele momento em que vivem, pois nenhum deles faz planos a longo prazo para conseguir o que querem. Nenhum tenta arquitetar guerras para roubar territórios, ou mais covardemente, executar genocídios.


Outro dia, revi o filme “Don’t Look Up”, especialmente por causa da parte que mais me emociona, a oração de Yuli- o ex-evangélico que construiu sua própria comunicação com Deus- ao se confrontar com o cometa fatal aparecendo no céu. Sua amiga, a física que havia descoberto o cometa, ao saber que ele acreditava em Deus, falou “It is cute”. “Cute”, ou “fofo”, na nossa língua. Na maioria das vezes, isso é o que se diz para uma criancinha, ou um animalzinho.


Mas o fato de Yuli acreditar em Deus era mesmo “fofo”, pois que inocente. Envolvia a capacidade que ele tinha de se desapegar de si mesmo, da sua suposta sabedoria, racionalidade e, pior ainda, ceticismo. Assim livre de si próprio, ele era capaz de se render ao imprevisível e inesperado; ao que será sempre indisponível a qualquer planejamento: ao divino. A reverencia da prece de Yuli em meio a todo aquele caos em que ninguém se entendia e todos os planos de defesa do planeta estavam falhando era mais final do que a sentença do cometa, mais final do que o fim do mundo. Pois a reverencia, única resposta `a divindade, a transmite. No momento em que ele ora, nada mais tem nem começo e nem fim.


A reverencia nasce da pureza. Nada se compara ao olhar de maravilhamento das crianças e até mesmo dos cachorros, o olhar que, por ser humilde, vê uma dimensão muito além do poder terrestre. Por outro lado, ao empoderar o ser humano, a tecnologia aumenta exponencialmente a sua necessidade de controle, seu compulsivo planejamento da vida, e, cada vez mais distante da capacidade de paz com o imprevisto, a sua ganância. Como esta última, a tecnologia, ensinando o homem a tomar os serviços que lhe presta como garantidos e merecidos, nunca se satisfaz. Meu pai dizia que dar poder tecnológico `a maioria das pessoas era como dar gilete a macacos. Todas essas guerras, conflitos, e poluição, mostram que ele estava certo.


Controlar e se auto-poupar vão de mãos dadas, pois ambos resultam da cristalização, da afirmação e ascendência do ego. Tanto mais nos poupamos através de planos de segurança, do imediatismo da gratificação imediata, e da preguiça que nossos controles remotos promovem em nós, tanto mais nos achamos merecedores e nos tornamos incapazes de valorizar não só o que conseguimos através da tecnologia, mas a própria natureza. O mundo do ego, reafirmando os limites desse ego através da posse do homem sobre a realidade, ao invés de uma descoberta, é uma mera repetição desse ego a despeito de qualquer progresso externo. Por isso, se o mundo interno do “feiticeiro” não se renova, o feitiço se vira contra ele.


Se não podemos aprender com as criancinhas, devemos escutá-las com respeito, assim como nos inspirarmos na beleza, majestade, e amor dos animais. Esse é o caminho do coração, pois como dizia, no seu individualismo, o poeta americano Bukowski, para salvar o mundo se deve salvar cada pessoa individualmente.


 

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