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Precisamos de mais um quesito para avaliar as Escolas




Passou o Carnaval e enfim começou o ano. Era assim antigamente. Mas, sei lá. As coisas andam tão mudadas que nem sei se isso ainda vale. O fato é que continuo com a mesma paixão alucinada por essa festança popular. Depois de dois anos em branco, deu pra me esbaldar um pouquinho. Muito menos do que precisava e merecia. Mas coloquei minha fantasia de caveira num dia, outro dia saí de jacaré e fui indo por aí ao sabor da folia.


Também assisti pela TV uma boa parte dos desfiles das Escolas de Samba do Rio e um pouco das de São Paulo. Gostei do que vi das agremiações da pauliceia. E das que vi, duas mexeram comigo um pouco mais. Uma foi a ‘Estrela do Terceiro Milênio’, que veio com um enredo animado, falando de alegria, homenageando atores cômicos e humoristas de várias épocas que se destacaram em várias frentes, do teatro ao cinema e com um samba bem amarrado. Empolgante e linda. Marcelo Adnet foi um dos grandes destaques da escola. Infelizmente ficou em último lugar. Não consigo entender a cabeça dos jurados.


A outra foi a ‘Acadêmicos do Tucuruvi’ que homenageou os brasileiros simples, os “Silvas”, a partir do saudoso Bezerra da Silva. E eu tenho uma pequena, porém, marcante história (para mim), com esse sambista, como já falei aqui tempos atrás. Na apuração a Escola também ficou lá pra trás, acho que em décimo-primeiro lugar. A boa notícia que veio de São Paulo é que a Vai-Vai ganhou no Acesso e está de volta ao grupo especial ano que vem.


O primeiro dia do desfile do Rio foi aberto pela histórica Império Serrano. Me emocionei com a homenagem ao Arlindo cruz. Me sacudiu ver o poeta do samba num carro alegórico como destaque. Ele na cadeira de rodas, um trono estilizado. Muito forte. E praticamente inerte. Seu filho Arlindinho, super emocionado numa entrevista, disse que a princípio não concordou com a presença do pai no desfile, mas que depois concordou com a homenagem, “as flores em vida”, disse entre lágrimas. Acho que ele acredita que o pai percebia tudo aquilo. Gosto muito do Arlindo, já escrevi também aqui sobre meu contato com ele. O desfile imperiano provocou em mim o primeiro dos dois momentos de grande emoção diante da TV.


O segundo momento foi no desfile da Portela, comemorando seus cem anos de existência. Sou portelense e, claro que isso deve ter contribuído. Mas foi muito lindo ver a história da Azul e Branco contada na avenida a partir de cinco baluartes: Paulo Benjamim de Oliveira – o Paulo da Portela, a porta-bandeira Dodô, o ex-presidente Natal e os compositores David Corrêa e Mestre Monarco. Monarco inclusive, deveria estar nesse desfile. Partiu antes do combinado, diria Boldrim. E quantas celebridades do Samba! E cá pra nós, não é qualquer Escola que no “esquenta” pode cantar emocionada “Foi um Rio que passou em minha vida”, né não?


Com a abertura dos envelopes na quarta-feira, veio a triste e dura constatação de que existe muito mais mistérios entre o céu e o terra a terra dos julgadores, do que imagina o nosso frágil imaginário emocional. A Portela ficou em décimo lugar e o Império Serrano em último, caindo para o Grupo Um. Algo indigno sob todos os aspectos. A Serrinha foi grandiosa, magnifica, radiante. E emocionou.

Independente da emoção que as agremiações de Madureira me causaram, todas as outras foram muito bem também. Se dependesse de mim nenhuma delas seria rebaixada. Na certa o leitor pode até pensar que o ‘pé frio’ fui eu. Que azarei grandes desfiles no Rio e em São Paulo. Pode ser. Pode até ser que eu não esteja alinhado com a dimensão da nossa realidade e por isso minha sintonia não seja a mesma dos julgadores ou dos organizadores. Então, sugiro daqui que acabem com a disputa. Que não haja mais concorrência entre as Escolas. Ou, que introduzam mais um quesito entre os apreciados pelos julgadores: Emoção! Quesito emoção, já!


“Encontrei hoje cedo no meu barracão Minha roupa de conde no chão Fantasia de plumas azuis a rolar (...) Como é que eu posso por ela trocar A emoção de ver Vilma dançar Com o seu estandarte na mão E ouvir todo o povo meu povo aplaudir Minha escola a evoluir / Minha ala comigo passar Bem melhor do que ela / É sair na Portela E um samba de enredo no asfalto cantar” (O Conde – Jair Amorim/Evaldo Gouvêa)


 

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