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Pernas Abertas


Milton Calmon Filho

Ponho a culpa no abraço

passado

deito de lado e roço a sombra dele

corpo ausente

Ponho a culpa no esboço do beijo daquela tarde

quando a flor ficou na língua ainda guardada

e o desejo virou arrepio

espetado na barba malfeita


Deito de bruços

e amasso o travesseiro no nariz

como quem diz: Sai, sonho!


Acordo com a mão no ventre

Ponho seu nome na ponta do dedo

abro as pernas para a memória remota

e chamo aquele sonho de volta


 

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