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O que a Nilze Carvalho e eu temos em comum


Lais Amaral Jr.

Não sou do tipo que curte ficar se gabando. Mas não consigo mais omitir do grande público, que tenho algo em comum com a Nilze Carvalho. Essa fantástica instrumentista que domina cavaquinho, bandolim, que canta, compõe e integrou o grupo ‘Sururu na Roda’.


Quem gosta de Choro, Samba e congêneres, sabe de quem estou falando. Na verdade, eu e Nilze temos dois “algo em comum”: somos ambos naturais de Nova Iguaçu e a primeira emissora de rádio que entramos por trabalho foi a antiga Rádio Solimões. Só que ela entrou muito cedo, para esbanjar o talento de uma criança prodígio. E eu, já adulto, num programa cultural e jornalístico. Mas nossa história começa alguns anos depois.


Eu já morava há quase um par de anos no Sul do Estado, quando rolou outro algo que poderia ter alguma relação com ela. Vamos lá. Era o ano de 2005 e eu e meu parceiro musical, Guido de Castro, faturamos o segundo lugar no festival de música de Volta Redonda com um Choro cantado, chamado ‘Atrevida’. A intérprete, Sara Bentes foi acompanhada pelo grupo de Choro, ‘Nós nas Cordas’, de Resende, que tempos depois faria a abertura do show de Nilze Carvalho e Walter Alfaiate no Festival de Inverno, em Penedo. Passamos rente. Segue o roteiro da minha viagem delirante.



Escute Vai Tarde, com Nilze Carvalho. Música de Tuninho Galante e Marceu Vieira.


O delírio mesmo começou no ‘Carioca da Gema’, na Lapa, numa daquelas noites inesquecíveis. Tipo de noite que a gente não quer que acabe nunca. Se comemorava o aniversário do bar e um naipe de maravilhosos artistas se alternava no palco e, cada um pegando a atmosfera lá em cima e não deixando a peteca cair. O samba comendo e o público sintonizado com as feras. De repente é a vez de Nilze subir com seu Bandolim. E o couro comendo, música sem parar. Eu pensei comigo: ‘Caramba! Como a Nilze vai entrar nesse embalo com um Chorinho? O pessoal agitado, sambando, se mexendo’. Mas não deu outra, a menina engatou um ‘Noites Cariocas’, do Jacó que incendiou, ainda mais, o ambiente. Um espetáculo. E eu pensei, “essa Nilze é atrevida mesmo”. Daí vocês já deduziram de onde nasceu o delírio, né?


Passaram-se mais uns dias e eu fui uma noite no Centro Cultural Carioca, na Praça Tiradentes. A atração da noite era o ‘Sururu na Roda’. Quando a apresentação acabou e a Nilze foi saindo, passou perto de mim. Num gesto de ousadia etílica entreguei a ela um envelope com a letra de ‘Atrevida’ e um disquete com a gravação na voz da Sara Bentes. O pessoal do ‘Nós nas Cordas’ tinha gravado na noite do festival. ‘Atrevida’, cairia bem na voz de uma intérprete, como a Nilze. O ‘cairia bem’, era uma interpretação e um desejo meus, claro. No envelope, meu e-mail e telefone para contato. Ela nunca me ligou nem escreveu. Certamente ouviu e não gostou, conclui. E o delírio acabou.



Escute LOUCURA DE AMOR, com participação especial de Nilze Carvalho. Música de Tuninho Galante e Marceu Vieira.



Dias depois, Tuninho Galante me convidou para uma roda de samba no quintal do prédio em que ele mantinha seu escritório, em Ipanema. Era a gravação do documentário ‘Partideiros’. Presentes nomes significativos da nova geração do gênero: Marquinho China, Serginho Procópio, Tiago Mocotó e, o excelente e saudoso Renatinho Partideiro. Os músicos, só craques, e um time de cantoras num coro mais que expressivo: Ana Costa, Bianca Calcagni, Camila Costa, Mariana Baltar e... Nilze Carvalho. Que passou por mim, bem perto, quando estávamos nos acomodando no quintal. Olhei pra ela que não me reconheceu e eu não tive coragem de perguntar se ao menos ouvira a gravação. Faltou-me atrevimento ou foi medo da resposta. É isso. De comum mesmo entre eu e Nilze Carvalho, só Nova Iguaçu e a antiga Rádio Solimões. O que não é pouca coisa. Fazer o que?



“Eu tenho mesmo esse jeitinho de atrevida

Me desculpo enternecida se alguém eu magoei

Eu sou senhora nas cordas de um cavaquinho

Vou no Samba ou num Chorinho onde sempre me encontrei”

(Atrevida – Guido de Castro/Laís Amaral)



 

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