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MUITO OBRIGADO



                                                   Não sou mais tolo

                                                                                Não mais me queixo

                                                                                Não tenho medo

                                                                                Nem esperança      

                                                                                      Antônio Cícero

 

                                                                                                                                          

Afinal de contas, tenho observado: pessoas à beira da morte, citam que o melhor de tudo são os amigos conquistados durante as suas (deles) existências. Então, estou bem servido, não pela quantidade, mas sim pela qualidade dos que consegui até agora, sem a pretensão de mais. Poucos e suficientes. E sou gratíssimo por isso.


Quando penso no fim, ou recomeço, cada qual com a sua fé , lembro de uma antiga entrevista de Paulo Brossard, ex-ministro do STF e ex-senador da República, grande jurista gaúcho, pouco antes da sua morte, em 2015. O repórter lhe perguntou quais seriam as suas palavras para o mundo, depois daquela trajetória repleta de atividades importantes. E ele, expressão absolutamente singela e luminosa, disse:  ̶  Muito obrigado!


Jamais pude esquecer a cena, porque a ingratidão é das piores mazelas da humanidade. Quem renega a ajuda recebida, não importa o jeito ou a intensidade, geralmente tem índole ruim ou é ignorante, no sentido de não enxergar  ̶  não ver luz  ̶  sobre esse contexto do reconhecimento. Gratidão não tem data de validade, não prescreve e nem perece fora de moda. Faz parte das nossas maiores virtudes, mesmo que elas estejam cada vez mais dissolvidas – ressignificadas?  ̶  nesse mundo veloz, realtime, onde a gentileza e a boa educação sofrem diariamente de subnutrição... E quem anda rápido, não vê as nuances das horas, não ouve as notas dos pardais, aqui e acolá. Ouça os passarinhos livres, eles têm muito a ensinar.

É paradoxal: ao usufruir plenamente das amizades que conquistou, você deve sentir-se bem consigo mesmo.


A minha formação de poeta, e seja lá o que isso queira dizer, inclui a leitura de alguns títulos indispensáveis, creio. Uma delas é “Cartas A Um Jovem Poeta”, de Rainer Maria Rilke. Em determinada resposta às cartas, o Poeta escreve: “O senhor tem toda razão. Vou fazer aqui um pedido: leia o menos possível trabalhos de estética e crítica. Ou são opiniões partidárias petrificadas e tornadas sem sentido em sua rigidez morta, ou hábeis jogos de palavras inspirados hoje numa opinião, amanhã noutra. É sempre a si mesmo e a seu sentimento que deve dar razão contra toda explicação, comentário ou introdução dessa espécie”.


Isso foi definitivo e está na minha cabeceira. Aprendi, desde cedo, a saber que o único juiz da minha encarnação sou eu. Sou quem assina, quem arca, quem sofre e, também, quem sorri. Curta-se sem afetações. Goste da sua solidão. Valorize o silêncio  ̶  o seu e o do ambiente. Pense ininterruptamente, mas aja devagar. Respire fundo, seja condescendente, nunca otário. Perdoe os ególatras de plantão  ̶  os de falsos amores alheios, porque não são juízes das suas vidas, só dos próprios umbigos sujos e fedorentos  ̶  eles não sabem o que fazem, dizem, comem e respiram. Releve-os.


Dentro da sinfonia muda dos meus silêncios, tento disfarçar aqui e ali, dissimular uma alegria, desfazer esperanças, pois ao contrário do que a maioria das pessoas entendem, ela serve apenas para frustrar suas expectativas. Esperança e objetivo são coisas absolutamente diferentes.


Não tenha esperança. Nem medo.

Tenha coragem. E, assim, exercite a sua bondade.


Muito obrigado.


 

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