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ERA UMA VEZ...



Léo Viana

Era uma vez um país distante, em que, há muito tempo atrás, sabiás cantavam no alto de palmeiras. Nesse mesmo país, onde Aurora, se fosse sincera, que bom seria, e onde a turma do funil chegava sem avisar, todo mundo bebendo e ninguém dormindo no ponto, era comum a dúvida quanto a que roupa usar pra ir ao samba pro qual se fosse convidado.


Era lá que o bonde São Januário levava operários pra trabalhar; era lá também que se dizia que meu coração, não sei por quê, batia feliz ao te ver. Sassaricando, lá, todo mundo levava a vida no arame, mas não se perdia a chance de dançar o balancê!

Alalaô! Era lá que, no calor que queimava a nossa cara, parecíamos estar atravessando o deserto do Saara. Mas as águas estavam sempre prestes a rolar e geralmente não sobrava garrafa cheia. Um alívio.


O assum preto, cego, coitado, não via nada, mas a asa branca fugia da seca. E sempre voltava. Se pegava um Ita no norte pra ir morar no Rio. Mas a maioria só deixaria – se deixasse – o Cariri no último pau de arara.


Muitos moravam em Jaçanã e se perdessem o trem das onze, só amanhã de manhã mesmo. Talvez fosse possível passar o tempo rondando a cidade à noite, a te procurar, sem encontrar.


 

Escute a Playlist - Os Grandes Mestres do Samba – Spotify

 

Com o passar do tempo, lá, mesmo sob tensão, bandas passavam cantando coisas de amor e Pedros aguardavam, pensando, o trem pra ir trabalhar, ao tempo em que outros iam pra Maracangalha com chapéus de palha e uniformes brancos ou mesmo sendo doce morrer no mar, muita gente preferia um dia de luz, festa do sol e um barquinho a deslizar.


Mas se alguém perguntasse por mim, era só dizer que fui por aí, violão embaixo do braço.

Houve mesmo um tempo que o rei da brincadeira era José e o rei da confusão era João; quando alguém ia embora, se fazia noite no viver da outra. Mas as tardes nunca deixaram de cair como viadutos nas cabeças do povo, que já vinha caminhando e cantando fazia tempo, todos iguais, braços dados ou não.


Se acreditava na rapaziada de lá! E a rapaziada acreditava num novo tempo, em que apesar dos perigos, estaríamos todos mais vivos pra nos socorrer.


As pessoas tem no coração ainda o tempo em que o coração explodia na passagem do Salgueiro, em que a Portela passava parecendo a procissão da Aparecida ou que o cenário de Mangueira era uma beleza.


Será que foi sonho?



Veja a Playlist - O Melhor da MPB - Youtube


 

Artistas e Compositores Cedro Rosa


Didu Nogueira e seu lindo Cd "IDENTIDADE"


Lazir Sinval, do Jongo da Serrinha, na Cedro Rosa.



 

Projeto 40 ANOS DO CLUBE DO SAMBA

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