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Embaixada do Samba’, um orgulho extra e muito particular de minha parte



Caro leitor, caso você ainda não tenha visto o documentário ‘Amarelo’, do rapper Emicida, sugiro que veja. Tá lá na Netflix. É extraordinário e emocionante. O Emicida é entre os artistas contemporâneos, como dizem, um ponto fora da curva. O rapaz é muito bom e muito consciente. O filme não trata unicamente da cultura Hip Hop e coisas afins. Ele mexe com a MPB e o samba, de forma muito ampla e generosa. E mostra que tudo pode andar junto.


E o que tem a ver o título do artigo com esse primeiro parágrafo? Devem estar se perguntando. Vamos lá: Embaixada do Samba foi um LP lançado pelo Tuninho Galante, que estreava o selo, Galante da sua Galante Produções Artísticas. Isso nos idos de 1990. A fera é músico, compositor, arranjador, produtor musical, comanda a Cedro Rosa e tantas outras coisas ao redor. Participou como arranjador e músico de discos de muita gente boa por aí e até mandou bem num documentário sobre a raiz do pardito alto, Partideiros. Ele é também um ponto fora da curva.


Em 1990 Tuninho era um jovem adulto irrequieto, com carreira ascendente como músico e compositor, que passara a infância em em Miguel Couto, Nova Iguaçu. Foi quando teve a ideia de fazer um disco homenageando compositores da região. Iria mesclar nomes consagrados, que tinham alguma ligação com a Baixada Fluminense, aos compositores locais iniciantes. Eu entrei nessa parcela com um samba em parceria com Mário Carabina e o saudoso Jairo Bráulio, que nos deixou em 2019.


Para mim foi algo maravilhoso e o orgulho que cito no título tem a ver não só por ter algo meu gravado – era a minha primeira parceria com Carabina e Jairo - num disco de samba, mas principalmente por estar em companhia de verdadeiros monumentos da nossa cultura musical popular, como Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Romildo e fantásticos criadores como Dedé da Portela, Adilson Magrinho, Caboré, Wilson Bombeiro e outros.


No ‘Amarelo’, o Emicida diz a certa altura que gostava de ler as fichas técnicas dos discos. O que o ajudou conhecer quem eram os músicos mais requisitados para as gravações. Assim ele descobriu o Wilson das Neves, o maior baterista de samba do país. Convidou o músico para uma participação e demonstrou um imenso carinho e consideração pelo ‘das Neves’. Eu também fui um maníaco a vasculhar fichas técnicas dos discos. Tinha amigos músicos e isso me atualizava e ajudava a não boiar nas conversas de vez em quando.


E revendo a ficha técnica do disco que completou três décadas no ano que passou (ano que parece que ainda não acabou) encaixo o que defini no título como um orgulho particular de minha parte por estar no disco. Na ficha técnica da minha parceria com Carabina e Jairo estão lá: Evandro Lima (violão), Paulinho Pauleira (teclados e piano), Gordinho (surdo), Baiano (tamborim e ganzá), Beloba (tan tan) e além do vocal com Claudia Coutinho, Jacqueline Hecker, Sônia Bonfá, Barbosa, Muri Costa, Vicente Ribeiro, nada mais, nada menos do que Wilson das Neves, na bateria.


Não serei um Zé Mané pretensioso em querer comparar a presença de Wilson das Neves na minha música com a participação dele no imenso trabalho do Emicida. Mas posso dizer que em relação ao orgulho, sim, é do mesmo calibre. Sem falar que estão em outras faixas da mesma bolacha Alceu Maia, Zeca do Trombone, Ivan Milanês, Pedro Amorim, Jorginho do Pandeiro, o próprio Tuninho e outros bambas.


O que o Tuninho Galante proporcionou com o Embaixada do Samba ninguém tira e até me empresta um verniz com algum grau de importância, que eu mesmo, sem qualquer modéstia, me atribuo. Wilson das Neves foi o batera do meu primeiro samba gravado. O baterista exclusivo da banda do Chico por anos e anos. Não é pra qualquer um. Ô SORTE!! Grande Wilson das Neves. Que Deus o guarde. Valeu Embaixada do Samba. Valeu Tuninho!


“O samba é meu dom Aprendi bater samba ao compasso do meu coração De quadra, de enredo, de roda, na palma da mão De breque, de partido alto, e o samba-canção” (O Samba é meu dom – Paulo Cesar Pinheiro – Wilson das Neves)


Nota da Redação:

O disco EMBAIXADA DO SAMBA foi o primeiro disco da gravadora GALANTE DISCOS, que foi sucedida pela CEDRO ROSA DIGITAL.

 

Pérolas da Internet



A Dança da Porta-Bandeira, de Evandro Lima e Lais Amaral Jr.



Lazir Sinval, na Cedro Rosa



Nelson Freitas canta Presa. Projeto "Edição do Compositor", da Cedro Rosa.




 

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A Peleja de Lula x Sergio Moro.



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Bossa Nova / Spotify

Instrumental Esporte Fino / Youtube




Para Dançar / Playlist / Youtube




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