Carta sem intimidade


Leo Viana

Rio de Janeiro, manhã de domingo, março de 2022


Opa!! Tudo bem com você?


Aqui segue tudo sem grandes novidades. Nos últimos anos, muita coisa deu ruim, mas a gente segue. Como diz o Chico, “tem muito samba, muito choro e Rock’n’roll”. Sem isso “ninguém segura esse rojão”.


Tanto tempo sem escrever cartas... Talvez desde o fim da adolescência ou início da universidade, quando se escrevia para as namoradas que moravam longe ou pros amigos que foram estudar fora ou viver, levados pelos pais, em locais que ficavam além do raio de alcance da pelada, da rodinha de violão, do rolezinho de fim de tarde ou de outras atividades agregadoras, em tempos sem celular e - no meu caso - sem telefone fixo também.