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A Mulher


Paula Sabbag

Essa semana comemoramos o dia internacional das mulheres e portanto falaremos sobre elas, sobre nós. A minha reflexão se deu por meio de inúmeros fatores, mas me inspirei principalmente no artigo do meu amigo mestre Paulo Eduardo e na carta do jornalista Jamil Chade citada por ele em seu texto, bem como pelas inúmeras conversas que tive e tenho com as mulheres que fazem parte do meu dia a dia e da minha vida.


Inicio dizendo que é deprimente, constrangedor e revoltante constatar que em pleno século XXI termos como machismo, sexismo e misoginia sejam constantes nos noticiários. Isso significa injustiça, preconceito, opressão e abusos de toda ordem rolando soltos de forma muitas vezes escancarada, outras vezes velada pelo mundo afora e bem próximo de todos nós.


E todos os preconceitos que já conhecemos bem pesam muito mais sobre os ombros da mulher: idade, cor, condição social, econômica, peso, estado civil entre outros, se agravam consideravelmente apenas pelo fato de ser mulher.


Causa indignação e repulsa ouvir depoimentos como os dos áudios vazados do tal deputado. Dói ouvir as histórias citadas na carta do Jamil. E dói igualmente saber que mulheres extremamente competentes que construíram uma carreira sólida ainda ouvem comentários do tipo: "essa daí sai com o chefe, só pode ser". Mais triste ainda são as que vivem uma vida lastimável em condições de submissão e até escravidão, as vítimas de feminicidio e as que sofrem agressões corporais e psicológicas em relacionamentos abusivos.


O sexo frágil, assim como as mulheres são muitas vezes denominadas, é muito forte. Porque precisa de força sem medidas para passar por qualquer uma dessas situações e continuar vivendo buscando um mínimo de dignidade para si. Precisa de força para continuar caminhando apesar de tanto tapa na cara por conta do preconceito, que está aí, só não vê quem não quer.


Chega 8 de Março e aí recebemos uma enxurrada de mensagens nas redes sociais nos dizendo sobre o quanto as mulheres são guerreiras, maravilhosas e que mudarão o mundo. Isso é um lindo incentivo para reafirmar os valores que elas possuem e seguir fortes. Porém a luta está muito longe de acabar.


E finalizo este artigo com a certeza de que as mulheres ainda terão que enfrentar situações que não fazem o menor sentido por muito tempo. Mas não se pode desanimar, precisamos continuar na batalha por nós e pelas gerações que estão por vir, para que pelo menos elas vivam em uma realidade muito diferente da nossa, onde o respeito seja igualitário.

De Paula Sabbag para a revista CRIATIVOS!


 

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