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Uma inocente avezinha *


Lais Amaral Jr.


Pensei no seguinte título para este capítulo: “O palavrão no espectro eletromagnético”. Daria tese de mestrado, não daria? Mas desisti, e logo vocês vão entender o porquê. Vamos lá. Rádio e televisão desde seus cueiros, os anos 20 para o rádio e os anos 50 para a televisão, sempre foram vistos como solos sagrados, espaços mágicos.


Consumi com fidelidade canina durante a infância as “Estórias do tio Janjão”, na Rádio Nacional, e como disse lá atrás, as aventuras do Anjo e do Jerônimo. Na TV foi o encantamento com os desenhos animados, com os Três Patetas, com o Super-Homem e Batman (estes dois um tanto decepcionantes frente às versões dos gibis da EBAL).


Mas Rádio e TV significavam, acima de tudo, um mundo superior para nós meros mortais. As vozes e imagens que deles emanavam na certa nasceram ungidas para um propósito maior. Cantores, tele atores, locutores, apresentadores. As notícias eram verdades supremas: “deu no Repórter Esso!”, atualizados hoje para “deu no Jornal Nacional!”. Como éramos e como continuamos tolos e ingênuos, não é mesmo?!



 

Ouça a música SINA DE PASSARINHO, de Evandro Lima

e Lais Amaral. Repertório Cedro Rosa, disponível para. gravações e trilhas sonoras.

 

E por serem esses veículos concessões públicas, e, portanto, seguindo (ou pelo menos devendo seguir) regras constitucionais que os colocam como complemento de nossa formação educacional, social e cultural, jamais poderíamos supor ou imaginar, um palavrão reverberando no éter via ondas de rádio ou TV. Mas o palavrão, essa incorrigível e irresistível forma de se alcançar a exata dimensão dos significados, não deixaria passar incólume esses nobres veículos de comunicação de massa.


O rádio, com programação essencialmente ao vivo, esteve mais vulnerável a essas escorregadelas. E foram muitas, mas prefiro registrar aqui um fato bem recente, ocorrido em 2015, e que está condenado a virar história em nossa mídia falada. Sem trocadilhar com o verbo rolar, destaco um quase palavrão que o radialista Ricardo Boechat atirou sobre o pastor evangélico Silas Malafaia.


O indigitado pastor colocara no Twitter um ataque a Boechat com a justificativa de rebater uma suposta afirmação do jornalista de que pastores evangélicos incitavam fieis à intolerância. De quebra chamara Boechat de idiota. O radialista do alto do seu microfone na Band News FM retribuiu o idiota, acrescido de paspalhão, pilantra e sugeriu bombástico e definitivo:


- Ô Malafaia, vai procurar uma rola, vai!!!.

E rola, essa simpática avezinha, nem é palavrão. Ou é?


* Capitulo do meu livroOs Tomates do Padre Inácio – Memórias domésticas do palavrão’ (2018). Sua reprodução foi motivada pela recente declaração do nauseabundo pastor Silas Malafaia, mentor espiritual do inominável. Malafaia disse que aplaudiria o ministro Alexandre Moraes do STF se este acabasse com os inquéritos e soltasse todo mundo. Seria cômico se... vocês sabem. É isso aí. Boechat partiu pro andar de cima há cerca de dois anos e meio. Malafaia parece ter adicionado a seus afazeres religiosos, a prática da atividade recreacional da observação de aves.


 

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