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Somos demais?


Essa pergunta não se aplica ao Brasil, mas sim ao mundo. Os estudos de mudanças climáticas e pressões de esgotamento de recursos naturais, dizem que sim. Que o mundo vive estressado por uma população de 20 a 30% superior a que pode sustentar. Não há, porém, um desespero quanto a isso, de resto desnecessário. Vivendo de uma forma mais sustentável, o mundo pode muito bem tratar seus habitantes. O problema é migrar das formas de produzir, de nos alimentarmos e de nosso modo de vida para alternativas sustentáveis deve ser a preocupação numero um da política global. Para isso, na base, devemos ter educação e respeito à ciência. A segunda pergunta: e quanto ao futuro? Aqui aparecem estudos recentes do Banco Mundial e outras agências internacionais, mostrando um quadro de grande alteração na dinâmica de crescimento, face o declínio das taxas de fertilidade. Cabe uma explicação. A taxa de nascimentos é um índice que se obtém pela divisão do numero de nascidos por ano pela população total. Já a taxa de fertilidade, um número mais preciso para projeções demográficas, é obtido pela divisão do número de nascimentos pela população de mulheres em idade de engravidar. O que se considera é que para manter a população estável esta taxa deve ser igual a 2,1. Se for maior, a população total cresce, se for menor, a população diminui. Entre 1950 e 2020 esta taxa, na média mundial, caiu de 5,0 para 2,4. Ou seja , cresce a população do mundo, mas de forma bem mais lenta. Em alguns países decresceria como é o caso dos Estados Unidos ( taxa 1,8 %) e da Coreia do Sul (1,1%). No caso dos Estados Unidos, a imigração compensa o declínio. Estes números expressam a grande queda no número de filhos por família, que no período declinou de 5 filhos para pouco mais de dois por família, média mundial.

As razoes não são totalmente claras mas alguns fatores parecem apontar a direção das mudanças. O primeiro fator é o chamado empoderamento feminino. Mulheres mais cultas estão tendendo a não se verem obrigadas a quase uma abdicação da vida própria para cuidar de famílias grandes, que exigem realmente uma dedicação exclusiva. Dois fatores se acrescem a isso. Um é que, a medida que diminui a taxa de fertilidade e o crescimento populacional, aumenta a idade média da população e isso dificulta os países que tem sistemas previdenciários a atender a todos. Os sistemas estão exigindo reformas nos planos de aposentadoria e pensão já que as pessoas vivem mais. Assim mais velhos caem sob a responsabilidade dos cuidados da suas famílias, o que quer dizer, na pratica, mais trabalho para as mulheres. O outro fator associado é demonstrado por uma pesquisa no Irã. Em1950 as mulheres tinham em media menos de 3 anos de escolaridade e tinham 7 filhos. Hoje tem em media 9 anos de escolaridade e 2 filhos. O segundo fator é o alto custo de se manter uma criança na cidade comparado com o precedente em áreas rurais. Nestas, a criança ajudava na agricultura doméstica desde cedo. Nas cidades ela só consome até uma idade alta, superior aos 20 anos em media quando começa a se inserir no mercado de trabalho, hoje outro desafio. O terceiro fator é a diminuição da taxa de mortalidade infantil. No mundo ainda 45 óbitos até os 5 anos de idade para cada 1.000 crianças nascidas vivas. No Brasil tínhamos números semelhantes até 1990, mas hoje o número declinou para 14 ainda o triplo de países que estruturam melhor seus sistemas de saúde. A conclusão, ou seja, a resposta à segunda pergunta, quanto ao futuro, é igual : somos muitos sim, continuamos a crescer de maneira descuidada, precisamos alterar nossos modos de vida para formas mais sustentáveis, aumentar a educação e as condições de vida nos países subdesenvolvidos e estruturar melhor os sistemas de saúde, para salvar vidas, o que levará nossos índices a níveis desejáveis. No Brasil as causas de mortalidade infantil são muito ligadas à deficiências no saneamento básico, às epidemias e à assistência materno-infantil, sem falar na miséria oriunda da grande desigualdade social e concentração da renda. Há que votar muito bem para melhorar isso. Aqui podemos aplicar a lição de mais de 500 anos do filósofo Francis Bacon, quando um politico perguntou a ele o que fazer. Ele respondeu apenas: faça o contrário do que você tem feito. Veja o resultado do que você promoveu. Tudo errado. Faça o contrário. Respeite a inteligência, o mérito, o preparo, a honestidade. É o começo para as coisas darem certo.

 

Música.


Sustentabilidade e música.


Thiago Kobe, um artista brasileiro.



MPB Esporte Fino.



 

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