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Sobre um fim de semana vertiginoso




Domingo: tomamos café da manhã numa simpática delicatessen da roça e seguimos no sentido do Centro Cultural, aonde dali a uma hora um duo – guitarra e piano - daria continuidade à programação da ‘Semana.’ Mariza queria comprar algumas coisas típicas da montanha e seguimos mais a frente. Enquanto ela entra em uma lojinha, uma jovem me cumprimenta da porta de uma papelaria e insinua que eu não a reconhecera. O rosto era familiar e então ela refrescou minha memória. Era uma das vocalistas da ‘Banda Liberdade’, que fizera um Tributo à Rita Lee, lá mesmo no Centro Cultural dias atrás. Thirza Terra, o nome da jovem.


Nos sentamos próximo à papelaria e o papo rolou descompromissado. Thirza Terra, além de cantora, é professora. Dá aulas de violino. Uma de suas alunas é bisneta da dona Vig, uma célebre artesã da região. Thirza nos disse que não tinha um violino pequeno para dar aulas para a menina. De repente parou um carro próximo e um sujeito foi até a porta da papelaria com um estojo à mão e perguntou pela professora. Thirza se levantou e foi atendê-lo. O homem soubera da dificuldade e resolveu doar um violino de criança. Assim, na maior boa vontade. Ela agradeceu visivelmente feliz e eu matutei com meus botões se o ar rarefeito da montanha é capaz de interferir no comportamento das pessoas.


E seguimos, eu e Mariza para o Centro, assistir o duo Procaci/ Parasnki. Na guitarra o Rafael Procaci, um chapa meu de Resende. Excelente a performance do casal. Nossa alma estava leve, lavada e enxaguada pelo talento dos ótimos músicos que curtíamos desde a sexta-feira, quando um tal Gui Schwab com o show ‘Beatles Folk’ quebrou tudo na Casa Beatles. E só ele no palco. No final, para explodir de vez, ele foi apoteótico solando na guitarra, o clássico ‘Brasileirinho’ de Waldir Azevedo. A plateia, beatlemaníaca e roqueira, aplaudiu de pé. Foi arrepiante.

No sábado, aplaudimos muito a estreia de Andrea Brandão cantando só Beatles, ela que é familiarizada com o Jazz e a MPB. À noite o ‘Trio Vox’, com os músicos Thiago Peguet, Kyle Sant e Vinicius Gusmão, além da participação de Daniel Fellows nos encheu as medidas com harmonizações de vozes e arranjos originais de clássicos dos quatro de Liverpool. Divinos.


Neste domingo, acordei ainda bambo do pileque musical e vi da janela do quarto, atletas maratonistas correndo pela Vila no sentido Penedo. Era ‘A Muralha’, a maratona que acontece anualmente nessa época. Não os invejei. Depois, como vocês já sabem, tomamos café, encontramos a Thirza, assistimos ao duo no Centro Cultural e seguimos para nosso último momento na Casa Beatles, na hora do almoço. Um show provocação com João Bonfá e banda Asas, com um repertório de Rolling Stones. Apresentação que segurou o padrão geral. Fora a qualidade indiscutível dos músicos, a empolgada interação do público, a impecável atuação da dupla de atendentes, Pedro e Natália e as muitas e oportunas canjas do Leandro Souto Maior - também um craque na guitarra - esses dias de altíssimo astral ainda reservaram um inesperado e agradável epílogo para o escriba.


Durante os dias de festa, alguns personagens pontificaram, como Leandro e Márcia Patrocínio, organizadores do evento e destaco também uma figura folclórica, um insuspeito Hermeto Paschoal. Barba e cabelos longos e brancos compondo com óculos e um panamá. O próprio, mas não era ele. Subiu algumas vezes ao palco, tocou bateria, pediu músicas. Mais um protagonista dessa empolgante ‘Semana Beatles’. E ao apagar das luzes o Leandro, no palco antes de anunciar o João Bonfá, cita mais uma vez o personagem e, revela a real identidade do clone do Hermeto: o jornalista Barcímio. Aí eu:

- “Ôpa! Esse eu conheço!”.


E fui pra mesa dele confessar que não o reconhecera. Barcímio Amaral fora editor do mesmo jornal que eu, em Resende. Ele saiu dois anos antes que eu chegasse lá. Sempre ouvi falar muito bem dele, com quem estive pessoalmente pela primeira vez no casamento do amigo comum e também jornalista, Luís Hermógenes. O Barcímio me lembrou disso. Está morando em Ipiabas, distrito de Barra do Piraí. Acabamos com o que restava da sua garrafinha de whisky e do meu cantil de cachaça. Lavamos a boca com cerveja e nos despedimos, depois da Mariza nos fotografar. Viva a montanha! Mais uma vez.


 

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