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SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS



O número de homicídios dolosos até agosto no Rio de Janeiro atingiu os terríveis 1.941 casos. Mais do que o número de vítimas israelenses nos ataques efetuados pelo Hamas até agora. Isso no obriga a rever algumas questões referentes a nossa cidade e estado.


Dois grandes conflitos preocupam a população do Rio de Janeiro. O primeiro, se refere à própria situação da sua segurança pública, que atingiu um estágio antes inalcançado de degradação. O outro, é a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o que, além da grande solidariedade ao povo judeu, desperta nos cariocas e fluminenses uma inquietante comparação entre as táticas do Hamas e a das facções criminosas tão presentes no Rio de Janeiro.


O primeiro ponto a se refletir na comparação entre os dois acontecimentos, é a existência de um grau de culpabilidade do povo em geral em relação ao que está acontecendo, e aí eu me refiro tanto a palestinos e israelenses quanto ao povo da cidade do Rio, dividido entre as ocupações formais e aquelas sob domínio territorial do crime. Se, no primeiro caso, a paz talvez não tenha sido perseguida com a intensidade e espírito de tolerância de ambas as partes que a fizesse alcançável; no segundo caso, a omissão e o egoísmo levaram a que fosse ignorada a precaríssima condição de vida de contingentes tão elevados da nossa população. Neste ponto, cabe informar como uma segunda similaridade a proporção entre as populações dos segmentos considerados nesse artigo. Os 2 milhões de habitantes da Faixa de Gaza se comparam aos 6 milhões de Israel tanto quanto os 3,6 milhões de habitantes em áreas sob domínio territorial do tráfico com os 12 milhões da população do Grande Rio.


Se, no primeiro caso, o componente ideológico esteve presente a barbaridade terrorista dos atos praticados, no segundo, a constância da violência diária foi fazendo-a, senão aceitável, pelo menos tolerável por uma população passiva. Em ambos os casos, o lado criminoso conseguiu se inserir no processo político e se infiltrar em várias instituições, além de se instalar fisicamente na proximidade de escolas, hospitais, centros comunitários, de tal maneira que a repressão às suas atividades criminosas levasse à consequências às vezes mortais para a população civil vizinha e, com isso, sensibilizando a opinião pública contra o lado, digamos, da Ordem, em benefício de criar uma atitude simpática aos criminosos.


A esperança de uma solução para o caso do Rio de Janeiro parece mais viável do que no caso internacional. A diferença é que, no caso do Rio, as áreas sob domínio do tráfico e milícias se distribuem em mais de mil aglomerados espalhados pelo grande Rio. Isso permite uma estratégia cartesiana de enfrentar o problema a partir da solução dos menores aglomerados para os maiores. Ao mesmo tempo, o enfrentamento também deve se dar no nível macro, atacando problemas como o tráfico internacional de drogas, o roubo de automóveis e cargas, o transporte pirata, a exploração de serviços públicos como eletricidade, gás, água, sinal de internet e o controle dos acessos rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo sejam efetuados através de uma cooperação municipal, estadual e federal.


Para terminar, nenhuma ação desse tipo repressivo e controlador terá sucesso se não for precedida de um grande movimento de envolver a população na criação de uma mentalidade de não-violência e de cobrança de responsabilidade do setor público, aí entendido como os poderes municipal, estadual e federal do Executivo, do Legislativo e, especialmente, do Judiciário. Há que se mudar leis. As pessoas precisam eleger melhor seus representantes no Legislativo e no Executivo – e o Executivo deve ser gerido com competência, meritocracia e transparência, para que a sociedade cobre sempre desempenho a quem de direito.


Tudo isso é óbvio e vem sendo repetido há muito tempo, mas fatos como o covarde ataque do Hamas a Israel e vermos vítimas inocentes da guerra ao tráfico no Rio de Janeiro, nos abrem os olhos para constatar que, havendo vontade política, é mais fácil solucionarmos nossos problemas internos e termos esperança de um futuro melhor aqui.


 

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