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Só a cachaça para dar sentido nessa bagunça




Uma vez na semana eu me reúno com amigos num boteco para celebrar a amizade. Falar sobre tudo, falar sobre nada. Discutir o cenário político. Conviver. Pode até ser uma forma inconsciente de evitar saudades. Sei lá. E para tomar uns tragos, claro. Que ninguém ali é de ferro. O presidente da nossa minúscula confraria batizada de ‘Cachaça da Terça-feira’ é o Maurício. O secretário é o Ricardo Ferrugem e o principal abastecedor de cachaça branca e boa é o Vagner. Completam o colegiado: Antônio, Elon, Vitor, Hermógenes, André e eu.


Nessas noites costumo ir pra casa de carona com Maurício. O bairro em que moro fica no caminho da casa dele. Maurício, talvez por ser do meio científico – ele é médico, costume deixar transparecer um nível de racionalidade e ceticismo além da conta dos demais. Mas numa noite dessas ao volante ele divagou sobre o momento político que vivemos. O desmoronamento de estruturas que acreditávamos firmes e baseadas numa ética mais sólida. As estradas utópicas com as quais convivemos desde a juventude e que até, de certa forma, ajudamos a pavimentar, estão em franca erosão. É o caos. E com aspectos inequívocos de fato irremediável.


Cheguei em casa ainda com os resíduos da reflexão rimbombando na mente. Há sim, uma onda perturbadora se espalhando pelo mundo. E surfando nessa onda vem um velho e conhecido pensamento retrógrado e perverso. Coisa que nós, incluindo eu e Maurício, chegamos a acreditar em dado momento de nossas vidas, que havia sido varrido do planeta. Mas não, essa filosofia extrema e desumana está vivíssima e reforçada por uma outra onda assustadora, que é o mau uso da Tecnologia da Informação. Pintam um cenário de ruptura no que aprendemos a conhecer como o universo da política.


Quando os nazistas inventaram seu ministério da propaganda com uma imensa produção de conteúdo baseado na mentira (“uma mentira dita mil vezes vira verdade”, lembram?) não poderiam imaginar o quanto essa artimanha poderia contribuir e influenciar na transformação do nosso tempo, e isso quase um século depois. Nem Goebbels, o ministro da pasta, que chegava nas massas via rádio e cinema, principalmente, poderia imaginar as ‘Redes Sociais’, instrumento que pulveriza a informação e propaga Fake news, as mentiras, de forma muito mais abrangente. Inimaginável naquela Alemanha dos anos 30. Ou não!


Certamente os magos do Vale do Silício viabilizaram uma ciência voltada ao mundo comercial, vender coisas, mas que foi adotada pelo mundo político com voracidade. E eles não estão nem aí. O cientista social, francês de nascimento mas italiano de vida pública Giuliano da Empoli, traça no seu livro “Os Engenheiros do caos” um painel de como essas novas tecnologias estão sendo usadas para uma nova forma de fazer política e eleições. Ele joga luz nas tramas e estratégias de dominação paridas nos bastidores políticos do populismo mundo afora e como esses arranjos se afeiçoaram tão bem às novas formas de comunicação de massa. Um casamento perfeito.


É nessa esteira tecnológica de sombras que deitam e rolam gente como Steve Bannon, Dominic Cummings, Arthur Finkelstein, a empresa Cambridge Analytica e tantos e tantas de igual força que hasteiam a bandeira da antipolítica e do antissistema e na verdade replicam o que há de pior na política e no sistema. Líderes e partidos viraram meros algoritmos. Desse mundo paralelo foram catapultados o ‘Movimento 5 Estrelas’, na Itália, a decisão que tirou o Reino Unido da União Europeia e fortaleceu improváveis aprendizes de feiticeiros como Vitor Orban, Donald Trump e até mesmo o medíocre Jair Bolsonaro.


E o assunto vai longe. Nem chegamos à Inteligência Artificial, diabólica, quando em mãos erradas. Mas isso fica para outra semana. Maurício ou Ricardo devem pautar para próximos encontros da confraria, a lógica da ciência ocupando o lugar do marketing nas campanhas eleitorais e na política de um modo geral. No boteco, entre um gole e outro a gente discute como salvar o mundo e tenta perceber algum sentido nesse furdunço. Haja pinga!!


 

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