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PANFLETOS, FOLHETINS E FAKE NEWS




A prática difamatória por meio da divulgação de notícias falsas sobre eventos e pessoas teve intensa utilização durante os anos que precederam a independência norte-americana e a Revolução Francesa.


Em ambas ocasiões, a dificuldade de regimes coloniais e absolutistas controlarem a divulgação de publicações clandestinas ou semiclandestinas de autores que assinavam matérias denegrindo outras pessoas sob pseudônimos, tornou-se uma prática usual na política. Usual e perigosa. Atribui-se a execução da Rainha Maria Antonieta a quantidade de invencionices sobre o seu caráter e a sua atitude durante aquele período da Revolução Francesa denominado “O Terror”. Hoje, historicamente, sabe-se que ela era apenas a esposa do rei, algo leviana talvez, mas sem maiores ameaças ao Estado revolucionário então instalado.


Na revolução americana as paixões foram ainda mais exacerbadas, pois Thomas Jefferson e James Monroe, ambos futuros presidentes da república, usaram dos mais pérfidos argumentos e mentiras para denegrir a reputação de Hamilton e de Washington.


Hamilton, o maior artífice da organização do estado federal americano, teve exposto um caso extraconjugal e acabou tão abalado que se afastou da vida pública. Veio a ser assassinado em um duelo por Aaron Burr, então vice-presidente da república. Washington, quando constatado o papel de Jefferson (que, por sinal, foi um de seus sucessores na presidência), proibiu-o que pisasse em sua casa em Mount Vernon para todo o sempre.


O próprio Thomas Jefferson, no fim da vida, comentava: “Se você não lê tudo que circula, é um desinformado. Se você lê, é um mau informado”.


Ao longo do século, este recurso se prestou mais às chamadas “intrigas da sociedade”, como no romance “Os Maias”, de Eça de Queiroz, onde o personagem Dâmaso Salcede, um melífluo mau-caráter, contrata um jornalista decadente para atacar em sua publicação, “A Trombeta do Diabo”, o nobre personagem Eduardo da Maia.


É uma constante neste tipo de recurso que os atacantes, escondidos por pseudônimos ou jornalistas difamadores, acabem sendo mais ou menos rotulados como pessoas falsas, de mau-caráter, aduladores profissionais e ressentidos, perdedores de alguma regalia. São “gatos com o rabo de fora”.


Na abundância de fake news que ora assistimos, seja em blogs, ‘podcasts’, postagens, ‘tuitagens’ e toda forma de lixo eletrônico, há a recrudescência deste fenômeno que procura se acobertar em uma pretensa liberdade de expressão. Antigamente, também, pixava-se os muros, o que deu origem à expressão “muraille papier de la canaille” (algo como “o muro é o jornal dos canalhas”, em tradução livre), o que ainda ocorre de maneira residual.


Dom Pedro II, alvo frequente destes folhetins, costumava desdenhá-los dizendo “Deixa falar!”, embora militares simpatizantes tenham empastelado algumas destas publicações. Hoje, o debate de redes sociais e fake news roda o mundo – e no Brasil está na pauta do Supremo Tribunal Federal. É mesmo considerado uma ameaça a um regime democrático virtuoso. Há que se encontrar meios, sem que se configure censura, à prática imoral de divulgação de mentiras e leviandades.


 

O grande ator e compositor Mário Lago e seus "novos" parceiros.




 

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