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OS RISCOS DA COP 28




A COP 28 é a reunião anual da ONU que trata de temas ambientais ora sendo realizada em Dubai. Como todos sabem, os maiores riscos para o futuro da Humanidade, que já dão mostras nas alterações climáticas que estamos observando em todo mundo, são o uso indiscriminado dos combustíveis fósseis e o mau uso da terra e devastações florestais.


Esse tema tem sido apontado há anos por ambientalistas que inicialmente tiveram suas colocações recebidas como chacota, mas que, pelo menos, de uns 8 anos para cá foram reconhecidas unanimemente pela comunidade científica.


Em razão dos critérios de rotatividade entre os locais que sediam tais reuniões da ONU, a atual COP 28 se realiza em um país, os Emirados Árabes Unidos, cuja empresa estatal de petróleo é uma das promotoras do maior número de emissões de carbono, diretamente responsáveis pela situação atual. É também uma empresa que despreza as práticas consensuais de ESG, que tratam das medidas que as empresas devem adotar em benefício da mitigação das consequências adversas para o ambiente.


Essa COP 28 deveria mostrar o resultado das metas de redução das emissões de carbono que haviam sido pactuadas na COP 22, no denominado “Acordo de Paris”, de 2015. Essas metas não foram atingidas e o objetivo de conter o aumento de temperatura média mundial em 1,5 graus centígrados até o fim do século não será atingido – e as consequências serão dramáticas. Estima-se que no ano passado, em 2022, o aumento de temperatura já terá sido de 1,3 graus centígrados.


O Brasil preparou discursos bonitos para levar a Dubai, onde se fez representar por uma comitiva que, entre participantes oficiais, acompanhantes e outros interessados, chegou a 1.500 pessoas. O Presidente da República lá foi apresentar a redução do desmatamento na Amazônia, conseguida nestes primeiros meses do seu governo. O presidente da Câmara dos Deputados iria anunciar a aprovação de um projeto de lei com subsídios para energias alternativas. O que acontece, porém, é que, ao mesmo tempo desses aparentes sucessos, o mesmo governo federal pressiona os órgãos ambientais para expedição de novas licenças de exploração de petróleo e a Câmara, sem qualquer base técnica ou científica, aprova subsídios ao uso do carvão e do gás natural.


A questão ambiental já se prenuncia como a maior guerra que as populações do mundo terão que enfrentar tendo como seu adversário os interesses econômicos das grandes empresas e das nações que exploram o petróleo e o carvão, e não cuidam de implantar boas políticas do uso da terra. Como em toda guerra, a primeira vítima fatal é a Verdade – e uma Conferência da ONU estar sendo realizada em local tão inconveniente e presidida por pessoa tão comprometida com a manutenção do status quo, como o Presidente da estatal petrolífera dos Emirados, nos faz lamentavelmente constatar que a Humanidade, uma vez mais, marcha a passos largos para a total insensatez.


Por fim, registro que não faltam argumentos das mais confiáveis fontes quanto a urgência da questão climática ser enfrentada de imediato, tanto no Brasil onde temos os alertas da FBDS-Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, de Israel Klabin, como no exterior, nos Estados Unidos, os da Climate Trace, de Al Gore, e do próprio IPCC- Painel Internacional de Mudanças Climáticas, da ONU.


 

A interseção entre sustentabilidade, ecologia e economia criativa pode promover um desenvolvimento mais equilibrado, saúde ambiental, emprego e renda.


Vejamos algumas maneiras de como isso pode acontecer:

  1. Sustentabilidade e Economia Criativa:

    • Turismo Sustentável: Desenvolver atividades turísticas que promovam a preservação ambiental, como trilhas ecológicas, ecoturismo em áreas preservadas, incentivando a economia local.

    • Design Sustentável: Promover a criação de produtos ecológicos e de qualidade, como roupas feitas de materiais reciclados, móveis sustentáveis e objetos de decoração eco-friendly.

    • Arte e Cultura Sustentáveis: Incentivar práticas culturais que valorizem a sustentabilidade, como festivais de arte e música focados em temáticas ambientais.


Cedro Rosa Digital apresenta novidades.


  1. Ecologia e Geração de Emprego e Renda:

    • Agricultura Orgânica e Agroecologia: Investir em práticas agrícolas sustentáveis, criando empregos no setor agrícola e oferecendo alimentos mais saudáveis à população.

    • Tecnologias Verdes: Desenvolver e adotar tecnologias limpas e renováveis, gerando empregos na indústria de energias renováveis, como solar e eólica.




A Cedro Rosa Digital, tem contribuído para a certificação de músicas, promovendo oportunidades equitativas para compositores, músicos e artistas em todo o mundo.

Seu sistema de certificação garante o reconhecimento adequado dos direitos autorais e a justa remuneração aos criadores.



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Isso cria um ambiente mais sustentável para a indústria da música, proporcionando uma maneira mais justa e eficiente de gerenciar os direitos autorais, além de gerar renda para os artistas.



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