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O PERIGO DAS FAKE NEWS



 

O perigo das Fake News vai muito além da mera divulgação de uma frase, uma fofoca, ou da legenda maliciosa de uma fotografia. Na realidade, o que temos em vista é a apresentação de fatos com interpretações muito distorcidas, deixando quem os lê completamente descrentes da capacidade dos meios de comunicação serem levados a sério.

 

O senador americano Daniel Moynihan há mais de dez anos cunhou a frase: “Está bem que cada um possa fazer a sua interpretação, mas o fato é o fato”. Não é bem isto que se assiste no Brasil (e no mundo, na verdade).

 

No último dia 8 de janeiro, todos assistiram pela TV eventos ocorridos na Praça dos 3 Poderes, em Brasília, onde uma multidão pouco reprimida pelo aparato de segurança oficial, depredou importantes prédios públicos ligados à sede dos três poderes da república.

 

Fato 1

 

Um bando de desordeiros, alguns dos quais provenientes de vários estados da Federação, e que estavam acampados em terrenos vizinhos a quartéis, se dirigiram para as referidas sedes do Congresso, Poder Executivo e STF, onde, após uma resistência apenas simbólica da insuficiente guarda de plantão, passaram a depredar os referidos edifícios e seus interiores. Havia, sem dúvida, em muitos deles, uma legítima decepção quanto a atuação dos Poderes no tocante ao processo eleitoral e decisões correlatas, que viabilizaram a volta de um candidato com ostensivas ligações com a corrupção ao posto de supremo mandatário da república brasileira.

 

Declarações dúbias de candidatos alijados do poder, além da revelação de procedimentos judiciais incorretos anulando os resultados de uma farta documentação minuciosamente analisada em três níveis do Poder Judiciário, reforçavam a percepção que a volta ao poder de condenados pela Justiça era um processo escuso, decorrente de firulas legais. Em suma, teria havido uma vitória no “tapetão”, para usar o termo consagrado pelos comentaristas esportivos. Este teria sido o estopim para a catarse pública transmitida ao vivo e a cores para todo o país, como que dizendo: “Você pode até ser o Presidente, mas isso se deve a ter “avacalhado” os poderes públicos”.

 

Fato 2

 

O movimento que se assistiu no dia 8 de janeiro decorreu de uma maquiavélica conspiração das Forças Armadas e de outros segmentos do país financiados por interesses internacionais para derrubar a nossa Democracia.

 

Os sinais dessa conspiração às claras vinham se acumulando com o episódio de um carro pipa cheio de combustível a ser incendiado nas proximidades do aeroporto e manifestações de grupos exaltados em frente a hotéis que hospedavam os membros do novo governo que tomariam posse no dia 1 de janeiro.

 

Segundo esta narrativa, os acontecimentos do dia 8 tratavam de bem urdido golpe na Democracia e os seus participantes seriam todos terroristas, e não apenas desempregados descontentes e baderneiros convidados para um turismo em Brasília, com boca livre e muita diversão.

 

Cá para nós, imaginar a derrubada de um governo por este exército de Brancaleone é de uma ingenuidade extrema.

 

Conclusão, um ano após o Congresso, a mídia, o Judiciário e inúmeros outros fóruns continuarem a discutir os acontecimentos de 8/1/23, estamos todos no mesmo pé, pois o que parece importante é eternizar a discussão – e não tomar as providências cabíveis e seguir para frente.

 

Ambas as narrativas, evidentemente, distorcem o ocorrido e o interpretam de acordo com seus objetivos particulares. Enquanto isso, o tempo se escoa e muito esforço que poderia ser empregado em atividades sérias fica desperdiçado. É hora de desengavetar processos, julgá-los e todos partirem para o trabalho com mais atenção para o desafiante mundo do futuro.


 

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