Mídia / O rádio caminha para se consolidar como um meio híbrido


Daniel Starck

Se há algo mais claro no horizonte do rádio é que o veículo caminha a passos largos para se tornar um meio híbrido, tornando oficial a "confusão" que já ocorre na cabeça dos ouvintes: eles ouvem e/ou assistem a rádio, em muitos casos sem saber dizer se foi pelo dial (FM/AM) ou pelo streaming. O smartphone já ajuda nessa confusão, mas outras tecnologias e até iniciativas do mercado tendem a consolidar esse quadro. Da suposta morte do rádio, o veiculo se adapta e caminha de forma natural para uma mistura entre os mundos off e on. E o movimento acontece de forma simultânea entre as duas pontas da história: ouvintes e emissoras. Para a audiência, basta ter acesso/sintonia de sua rádio preferida. E o smartphone tem um papel fundamental: o tal aplicativo de rádio pode ser a conexão via streaming, a sintonia FM ou até mesmo o site da estação. Difícil dizer por onde se ouviu a emissora, mas ouviu. E, como é comum do rádio, ele foi rapidamente atendendo a demanda da audiência: disponibilizou seu áudio ao vivo via streaming, foi para as redes sociais, cresceu em agregadores digitais, ampliou sua qualidade no dial, ofereceu mais conteúdos de áudio (e até vídeo), entre outras formas de continuar presente no dia a dia do público. ( continua... )