SANGUE E NEURÔNIOS, por Léo Viana


Léo Viana

Chegamos a este ponto por caminhos diversos. Não, não é mais uma avaliação de conjuntura ou avaliação do período especial em que nos metemos de 2016 pra cá, com o domínio definitivo das milícias e a ascensão da República do Rio das Pedras ao centro do poder. A ideia é dar uma abrangência maior.


A humanidade verteu muito sangue e neurônios para chegar até aqui. E é quase consensual que gastamos mais neurônios que sangue. Muito tempo se gastou, inclusive, pensando em formas de fazer verter mais e mais sangue.


A indiscutível inteligência dos grandes generais da antiguidade foi utilizada pra conquistar e matar, não necessariamente nesta ordem. Sem neurônios com capacidade espetacular, Aníbal não teria chegado a derrotar Roma, como fez; Átila não teria sido o “flagelo de Deus” e Genghis Khan não teria dominado grande parte do mundo então conhecido e deixado uma quase infinita descendência – você provavelmente tem um gene dele – tendo saído da Mongólia, que até hoje é uma espécie de “São José