FÓSSEIS


Leo Viana

Nesta semana, um artigo no site da CNN Brasil me chamou à atenção. Em meio aos inúmeros assuntos relacionados ao assassino foragido no Centro Oeste, pandemia, CPI, Covaxin, transferência do Gerson para o Olympique de Marseille, Eurocopa e, vá lá, Copa América, uma jornalista da CNN São Paulo, que desde já merece respeito e cumprimentos, utilizando dados recolhidos junto ao Projeto Tamar, à National Geographic, ao Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (CenPaleo) e ao Fossilworks Paleobiology Database, escreveu um sucinto e quase comovente artigo sobre os chamados ”fósseis vivos”.


Em que pese ela mesmo haver ressaltado que essa terminologia não confere com a realidade (ou se é fóssil ou se é vivo, difícil conciliar, em tese), os animais citados na lista correspondem perfeitamente ao título. Não há como deixar de considerar o sucesso dos jacarés e crocodilos, contemporâneos dos dinossauros e que estão aí até hoje, ou dos celacantos, peixes também daquele tempo.


As baratas, inimigas mortais de grande parte da humanidade têm, a contragosto de nós todos, um passado muito maior que o nosso e, ao que consta, também um futuro, já que fomos informados do fato de que elas resistirão mesmo quando n