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Evandro Lima, o ‘7 cordas’ da Velha Guarda Show da Portela - um cara que nasceu para a música




Evandro Lima representa bem mais que um “esbarrão” que eventualmente o destino me proporciona com celebridades do mundo da música. O conheço desde outros tempos. Temos até algumas parcerias musicais. Poucas. Muito menos do que eu desejava, confesso. Evandro apareceu forte para o mundo do Samba com o grupo Pirraça, que estourou no Brasil a partir dos anos 80. Grande sucesso, muitos discos vendidos, muitas premiações. É músico, arranjador, compositor. Foi gravado por gente de peso, acompanhou e acompanha muitos bambas. Na Lapa, Evandro chegou ao timaço do ‘Tempero Carioca’ e mais tarde subiu ao pódio da Velha Guarda Show da Portela, sendo o escolhido para ocupar o lugar do histórico, Guaracy 7 Cordas, baluarte portelense falecido em 2017.

Vamos lá: Quando jovem eu visitava Ouro Preto algumas vezes por ano. Era fascinado por aquela página barroca. Certa vez, indo de Nova Iguaçu à rodoviária Novo Rio, encontrei na condução o meu amigo Evandro Lima. Na época ele trabalhava à noite em uma empresa de informática. Acho que ficava próximo à Cinelândia. Eu tinha o hábito de andar com um cantil de metal com alguma beberagem. A justificativa era o frio que eu enfrentaria na madrugada, terras mineiras adentro. Evandro gostou da novidade e pediu um gole. Era conhaque. Gostou mais ainda e pediu outro gole. O trajeto de Nova Iguaçu até à rodoviária pela Via Dutra e Avenida Brasil, é de cerca de cinquenta minutos. Tempo suficiente para ele secar meu cantil que seguiu vazio para as cidades históricas, e eu, “desprotegido” para o frio.


 

Ouça a música SINA DE PASSARINHO , de Evandro Lima e Lais Amaral Jr.

Repertório Cedro Rosa, disponível para trilhas sonoras e gravações.

 

Evandro é mais jovem do que eu e praticamente mais jovem que todos da turma boêmia dos tempos de juventude na Baixada. Mais novo, mas um prodígio. Tocava um violão como gente grande e tinha uma elogiável intimidade com o copo. Morava em Mesquita, um ninho de bambas. Não raro ficávamos pelas madrugadas, envolvidos com bares e música e com o que mais rolasse. Certo dia ele me falou que estava pensando em ‘chutar o balde’. Sair do emprego noturno da firma de informática e se dedicar à música. Tocar e dar aulas de violão. Na hora achei temerário. Os tempos não estavam fáceis. Mas não falei nada. No fundo eu estava admirando e até invejando a coragem do amigo. E que bom que ele ‘chutou o balde’. Nascera para trabalhar na noite, mas não mexendo em computadores. Seu mundo é a música.


Tempos depois, numa fuga do Sul do estado, onde eu já morava, encontrei Evandro no fantástico ‘Carioca da Gema’, na Mem de Sá. Tocava no excelente ‘Tempero Carioca’ que ainda tinha o Moyseis Marques como vocalista. Quando o encontrava na Lapa sentia que ele estava no seu quintal. Sempre muito à vontade. E não perdera o traço boêmio. Algumas vezes, terminado o show no ‘Carioca da Gema’, ele pegava o violão e saia com alguns outros insaciáveis pela noite. Quando estava no ‘Carioca’, eu acompanhava a trupe. Mais de uma vez vimos o relógio do Nova Capela chegar, impiedoso e indiferente, às seis horas da matina. Hora de sair.


Os tempos são outros, mais exigentes. E Evandro já tem o nome inscrito na história do Samba. A memória é que por vezes ainda teima em ver o jovem sorridente, esvaziando meu cantil de conhaque. Evandro Lima, esse 7 Cordas é um dos grandes.

Comigo não, violão

Na cara que mamãe beijou Zé ruela nenhum bota a mão

Se tentar me bater vai se arrepender Eu tenho cabelo na venta / E o que venta lá, venta cá Sou brasileira, guerreira / Não tô de bobeira Não pague pra ver”(Maria da Penha – Alcione. Autores: Evandro Lima/Paulinho Rezende)


 

Dança da Porta Bandeira - Evandro Lima e Lais Amaral Jr.



Escute o disco do grupo TEMPERO CARIOCA, com participação de Evandro Lima


Leve o DVD com o longa-metragem e o CD para casa.

Participação de Evandro Lima.

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Veja o clipe


 

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