De pombos e celebridades e A morte da dupla Zezé Di Camargo e Luciano


Zezé Di Camargo e Luciano. fonte: rede social

Eu estava um dia desses numa cidade que não conhecia. Para não me perder, procurei uma referência nas proximidades. No canteiro da avenida principal havia um busto. Aquela estátua em plano americano: ombros e cabeça. Homenagem a alguma personalidade da história local, certamente. O busto ficava exatamente em frente a uma ruazinha perpendicular. Nessa ruazinha, bem lá na frente, ficava o meu hotel. A princípio não me chamou atenção um pombo pousado na cabeça do busto. “Pombo adora pousar nas cabeças das estátuas e fazer seu vandalismo fisiológico”, pensei. Mas quando voltei a encarar o busto, lá estava o pombo, paralisado. Conclui que ele fazia parte do monumento. Achei a maior graça e segui meu caminho imaginando que até a caca do pássaro-vândalo era de mentirinha. Fazia parte do conjunto. E fui ruminando pensamentos. “Caramba que cidade interessante. Já sabendo da mania dos pombos eles colocaram no busto, um de mármore, ou cimento, ou sei lá que material”. Não dava para precisar a distancia. Mas fiquei encantado com a cidade “diferente” e com o bom humor de seus administradores, seus governantes.