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Com dois enes



Mario Gonçalves Vianna.


Baixinho atarracado e supostamente muito zangado.


É seguramente o mais consagrado comentarista de arbitragem do nosso futebol.

Foi juiz nas quatro linhas e acumulou causos maravilhosos.

Durante o jogo entre Itália e Suíça, pela Copa de 1954, Bonipertti, inconformado com uma marcação do brasileiro, partiu para cima dele aos empurrões.

Mário Vianna simplesmente aplicou-lhe um direto no queixo e ainda disse ao massagista: "Se ele tiver condições, pode voltar para o segundo tempo."

Era o famoso "Mario Vianna com dois enes", como bradavam os locutores Waldir Amaral e Jorge Curi.

Criou máximas do rádio brasileiro.

"Gooolll legal"!

"Banheira"!

Um dia, o juiz interrompeu erroneamente um ataque, marcando falta a favor da defesa.

Waldir Amaral perguntou o motivo da marcação e o Mario decretou secamente:

-Perigo de gol!

Tem uma coisa muito linda.

Mario Vianna, ex polícia especial da ditadura do Estado Novo, amava incondicionalmente o comunista João Saldanha, seu companheiro de trabalho, que era completamente apaixonado pelo Vianna.

E ai de quem falasse mal do João perto dele!

Esse amor rendeu uma ótima história.

Na década de 1970 tudo era rivalidade política no Brasil.

No futebol, João Saldanha materializava essa rivalidade com o comentarista Rui Porto, um declarado defensor do golpe militar de 64.


O Rui sempre fazia comentários na TV após os jogos, procurando simpaticamente ensinar regras de futebol às mulheres.

João acabara de ser demitido como técnico da seleção brasileira.

A ditadura estava fazendo e desfazendo.

E o general Médici, um dos maiores criminosos da história do Brasil, quis impor a convocação do centroavante Dario, ao que Saldanha respondeu publicamente "Eu não me meto na montagem do Ministério e o presidente não se mete na escalação do meu time."


Pois a rivalidade Rui X João um dia provocou uma reação maravilhosa do Mario Vianna:


-Tem um comentarista aí com a mania de querer ensinar regras de futebol às mulheres na televisão. Ora, meu amigo, de regra as mulheres entendem muito mais do que nós!


Até a próxima esquina.


 

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