Remando contra a maré

Daniel Brunet , para CR Zine


Quem nasceu para produzir conteúdo vai vencer toda e qualquer barreira para seguir criando. O Brasil de 2020 não dá muitas esperanças a quem quer viver contando histórias, cantando músicas, escrevendo ou atuando. Mas é preciso resistir. Encontrei na distribuição de impacto um caminho para fazer meus filmes circularem e serem vistos. Em 2016, lancei o documentário “Plantão Judiciário”, que mostra o drama de pessoas que precisam recorrer à Justiça para internar seus parentes em hospitais públicos e privados.


O filme passou em três festivais e. graças a isso, foi exibido na tela grande de salas de cinema. Mas o lugar em que o “Plantão” mais foi assistido foi muito longe do cinema. Levei meu documentário a escolas, faculdades no Rio e em São Paulo, associações profissionais, como a de Defensores Públicos e corretores de seguros, e até em comunidades carentes. Assim, o filme foi visto por quem iria aprender algo com ele.


O sonho de todo cineastas é ver seu filme do cinema. Conservo este sonho. Mas valorizo muito a distribuição de impacto. Agora, estou para lançar meu novo documentário: “Catarse”, que filmei em Lima, a capital do Peru. O filme mostra o que torcedores do Flamengo sentiram nas horas que antecederam a conquista da Libertadores. É hora de, mais uma vez, pegar a agenda de contatos e organizar as exibições.