Arlindo Cruz, um vento de poesia no Samba (Parte 1)


Lais Amaral Jr.


Considero Arlindo Cruz um dos mais inspirados compositores de sua geração. Por sinal, uma geração de muita gente boa. Quando do nosso primeiro “esbarrão” ele ainda residia na Piedade, subúrbio do Rio. Fui lá com o saudoso amigo Luís Carlos Felipe Firmo, que era técnico na Rádio Resende, emissora na qual também comandava um programa de samba e pagode. De ouvinte do programa, virei amigo e colega de trabalho e, um pouco mais tarde, padrinho de casamento do sujeito.

A História começou assim: O programa semanal do Firmo, era frequentado pelo pessoal do samba de Resende e região. Não raro, tinha um grupo tocando ao vivo no estúdio. Quando ficamos amigos, participei algumas vezes do programa e quando ele soube dos meus sambas gravados pelo Bezerra