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A Terceira Via


Parece que neste ano de cinzas a Escola de Samba Elite Tropical não vai sair mesmo. Será uma pena. Ela havia prometido um enredo fantástico - a 3a Via - mas faltou trabalho e cair na realidade, se reunir para organizar as coisas mais cedo, em vez de acreditar em falas que diziam que tudo só se acerta em abril. Abril passou e e o desfile vai se decidir numa escolha binária; a contra preto contra branco, verde contra vermelho ou como quer que se defina a pobreza mental dos que lutam pela vitória. Lutam para que? Primeiro para ganharem o direito de servirem ao júri, no caso o Centrão, de resto o grande vencedor antecipado da próximo desfile. Segundo para começarem a tratar imediatamente da perpetuação, seja do enredo Lulismo, seja do enredo Bolsonarismo. As verbas partidárias garantirão que, no poder ou na oposição, ambos partidos, digo Escolas, parecem ter sua situação garantida. Ganhando um ou o outro, ambos passarão seu tempo defendendo-se de ameaças de impeachment, por meio de promessas de saciar os apetites do Centrão. E neste equilíbrio de forças La nave va.

Café com Música, a playlist no Spotify.

Melhor começarmos a tratar do que poderá vir a ser o o enredo 3a via, para o Carnaval de 2026. Com a liberdade de escrever em telinha que tudo aceita, vamos escalar os notáveis que dignificam qualquer Escola e poderiam atrair uma grande torcida. Na frente de tudo o abre alas e a comissão de frente da Cultura, pela sua própria idade e estabilidade, a maioria dos seus membros deve desfilar em carro alegórico, com ar condicionado.


Quem deve estar lá ? Rosiska, Gilberto Gil, Joaquim Falcão ,Hubert, Sérgio Sá Leitão, José Paulo Cavalcanti, Paulinho Niemeyer, Veríssimo, Cacá Dieguez , As Fernandas, Arno Wehling, Marcelo Glazer Nicolelis, Dalcolmo. E uns mais jovens como Gianetti, Pedrinho Salomão. Adriana Calcanhotto, Leandro Karnal e Pondé. Das instituições econômicas pode-se pedir a Armínio, André Lara Rezende, Pio Borges, Marcilio, Malan, Pérsio e Roberto Macedo para organizarem esta turma sempre tão criativa e importante para o nosso sucesso no plano interno e externo. Desta vez com a Ala Plano Surreal. O real só, já não resolve.

Playlist de Música instrumental brasileira, no Youtube.

Por falar no plano externo há que fazer o Itamaraty renascer das cinzas com André Corrêa do Lago organizando os meninos sob a inspiração do velho Barão e dos novos ícones Marcos de Azambuja, Gelson Fonseca, Caramuru, Castro Neves, Rouanet e tantos outros que projetaram o Brasil em épocas mais felizes ,embora igualmente desafiadoras. A turma da indústria e negócios não pode faltar e são os Klabin, os Monteiro Aranha, os Igel, a Mariza, a Luiza, Galló, Josué, Eduardo Eugênio, Marcel, Piva, Passos e Wongtschowski, Robson, Armando Monteiro, Ermírio de Moraes, Humberto Mota, Brennand, Jereissati, Carvalho, Ronaldo Cezar Coelho, os Botelho, os Moreira Salles, os Setúbal , a alemãozada de Santa Catarina, a turma do agro sustentável e da nova construção civil e pesada, que emergiu da lava-jato e que irá construir 12 milhões de residências em 4 anos, resolvendo a chaga que corrói qualquer iniciativa brasileira : ter 40 milhões de compatriotas vivendo em choças. Não se pode construir um grande desfile em um olhar generoso para o futuro e isso é com Izabella, Sebastião Salgado, Ana Toni, Sérgio Besserman, Beto Veríssimo, João Moreira Salles. Quanto mais eu nomeio esta turma e penso na capacidade deles trazerem gente para o desfile vou ficando animado. Mas a nossa Escola nao pode dispensar a maior equipe de humanizadoras e humanizadores do desenvolvimento e criadores de velas coreografias , que inspiradas em Irmã Dulce, comporão como que uma nova ala de baianas com Milú Villela, Vivianne Senna, e as equipes, na maioria femininas, do Banco da Providência, do Todos pela Educação, do Nós Mulheres, da Instituição da Irmã Dulce e de todas estas iniciativas que se espalham pelos rincões mais pobres do Brasil ,levando palavras e atos que dão esperança a todos, e espantam o medo da Velha Guarda da Elite Tropical em relação a um tal de desenvolvimento inclusivo.


Músicas em homenagem ao Rio de Janeiro, nesta playlist da Spotify.


E aí virão a ala das empreguetes, dos faxineiros, porteiros, babás e folguistas, pedreiros e serventes, peões de obra e bóias frias. Virão viver seu carnaval da metamorfose, para um trabalho melhor remunerado e mais qualificado. E de menos horas por dia, embora mais produtivo, com os equipamentos disponíveis. O Mané Bombeiro, o Seu Severino, a Tia Julia, Nhá Benta e Yaiá , o Wandercleisson e a Rosiely mostrarão que, do carnaval para a vida plena, ninguém os irá segurar. Deixo para citar agora o pessoal do ramo, a turma que ficou vitimada pelos seus partidos, que deveriam ter acreditado em Modesto Carvalhosa e em sua proposta de candidatos independentes, gente tão boa como Hartung, Jungmann , Tebet, Eduardo Leite, Roberto Freire, José Serra, Thedim, Luiz Edmundo, a enorme ala boa de nordestinos presos nas teias do coronelismo e as novas lideranças que vão surgindo penosamente na Amazônia e nas periferias. É uma boa tropa de foliões para começarmos a organizar a Escola Elite Tropical para o enredo da 3a via. Elite bem heterogênea, como deve ser. Elite de humanistas, honestos e competentes. É só tocar os clarins que a turma irá se agregar. Está na hora pessoal. Este caminho é para valer. Nossa Escola vai passar na avenida popular e levantar as arquibancadas. Coragem para o passo decisivo, vocês líderes. Passem da intermediária e venham chutar em gol em 2026.


 

Maré Alta, música em homenagem ao Rio de Janeiro.



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