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A CASA DA GENTE


Durante a semana, o dia começava cedo Depois do café, a mãe, Professora, saía para a escola do município, onde era diretora-adjunta. O pai, Professor, dava aula em duas faculdades, uma pública e outra particular. Um duro danado, mas não reclamava, gostava do que fazia e ainda arranjava tempo para participar do Sindicato. Ele e a irmã, mais nova, iam para o colégio. O mesmo. A pé. Era perto. Escola pública. Durante a semana, porém, não tinham muito tempo para o lazer: as tarefas escolares eram prioritárias.

Domingo, porém, era diferente: a casa da gente transbordava de… gente.

Ele recebia os amigos para a bola de gude e, depois, para o futebol de dois. Ou bola ou búlica? No futebol, gols nas traves de tijolos. Atividades disputadíssimas, mas feitas com grande amizade. Sem perdedor.


A irmã recebia as amigas, cada uma com sua boneca, e criavam histórias para fazê-las brincar, comer e dormir ao som de cantigas de ninar cantadas por elas, em coro. Depois, era amarelinha, pular corda e mais brincadeiras criadas na hora.


A mãe ia à missa e, depois à feira. O pai ajudava nas compras e no preparo da comida domingueira (era doutor em Língua Portuguesa, mas também em macarronada, mocotó, feijoada…). Tudo pronto, convocava a turma para a mesa. Primeiro um pouco de conversa, e, depois, cada um era servido. Também havia o “quer mais?”, “aceito sim!”, “só um pouquinho”, “vou repetir…” O suco de laranja era feito na hora. Sobremesa: pudim de leite condensado, frutas aos montes…


À tarde, depois de uma soneca, o pai recebia os amigos músicos e as respectivas esposas para uma “roda” de violão, cavaquinho, pandeiro e, às vezes, um chocalho para atrapalhar. Ninguém reclamava, pois o importante era estarem juntos. No repertório, serestas e sambas antigos. Tudo regado à cerveja acompanhada de tira-gostos. Todos contribuíam. Ninguém ˜deitava na sopa.˜ Ainda aparecia algum vizinho, que, seguindo o caminho da música, soltava um ˜dá licença˜ e, recebendo um “seja bem-vindo”, adentrava na alegria e confraternização.


Lá pras tantas, as crianças guardavam os brinquedos e os adultos, os instrumentos. Quintal e louça limpos coletivamente, todos se despediam, prometendo voltar e levando, dentro de si, felizes, a casa da gente.


Existiu? Sim, e existe, pois é um sonho que todos, cada um do seu jeito, querem que exista.


Felicidade é assim: às vezes realidade e, na maioria das vezes, sonho.



 

Ouça a música Quem Me Acordou, de Paulinho do Cavaco e Luis Pimentel.




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