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UM SINAL PREOCUPANTE




 

A procura de voos em um dos mais ativos sites de passagens aéreas mostrou que o Rio de Janeiro ficou em apenas quinto lugar como destino preferencial para o Réveillon de turistas nacionais.

 

Isso contraria a tendência que vinha se afirmando nos últimos anos do Rio ser a sede de grandes eventos, convenções e turismo. O que está acontecendo? Será que as nossas belezas naturais estão fenecendo? Será que o acréscimo de quartos e apartamentos nos hotéis não é suficiente?

 

Nada disso. O que parece estar ocorrendo é uma rejeição total ao ambiente de insegurança e de falta de ordem pública que ora prevalece no Estado do Rio de Janeiro.

 

Os destinos que se tornaram preferenciais são Salvador, Recife e mesmo São Paulo, cidade que, embora não se distingua por grandes atrativos naturais, oferece uma variedade de atrações culturais nos mais diversos campos. Enfim, uma primazia que o Rio de Janeiro já possuiu até recentemente e agora está claramente perdendo.

 

A causa óbvia para o que estamos assistindo é a total incapacidade do poder público em tratar a questão da infraestrutura física, social e de segurança pública de nosso Estado. Não é apenas uma questão de colocar a polícia para trabalhar. A questão maior é por políticos melhores no Legislativo e no Executivo. O Rio parece teimar em eleger sempre, com raras exceções, os mesmos tipos lamentáveis em matéria de espírito público.

 

É impossível pensarmos em um território amigável para recebermos turistas e visitantes de outros estados com 30 % das nossas habitações classificadas como sub-humanas. Da mesma forma, 1.100 áreas sob o domínio territorial do tráfico e milícias, gerando na mídia um noticiário permanente de crimes, chacinas, assaltos e proliferação de roubos, faz com que, nem mesmo o mais corajoso dos turistas, pense em se arriscar por essas bandas.

 

O Rio já teve uma enorme importância como capital federal no país. Tentou se equilibrar como sede de indústrias, e, mais recentemente, beneficiário de royalties do petróleo, que foram drasticamente reduzidos. Anda fazendo grandes esforços para ser visto como a soft power house do Brasil, mas, no tocante ao preparo das condições de infraestrutura e segurança pública, não só não tem feito avanços, como tem visto a mentalidade da sua população degradar-se, como demonstra a baixíssima qualidade dos seus representantes políticos, a evasão de seus maiores talentos, o desencanto generalizado e a falta de esperança em boa parte da população.

 

Os sinais são, portanto, alarmantes e é hora do início de uma reação que se reflita nas próximas eleições municipais já em 2024 e, posteriormente, nas eleições de nível estadual e federal de 2026.

 

Na literatura sobre revitalização das cidades que passaram por problemas semelhantes e conseguiram dar uma reviravolta, há um traço em comum: o papel das lideranças locais neste processo de recuperação. Por lideranças locais, entenda-se líderes comunitários, líderes empresariais, líderes religiosos, líderes de associações culturais, enfim, todos os segmentos da sociedade civil que hoje pagam o preço do desmando institucionalizado. Essas lideranças civis necessitam se articular, e, no caso do Rio, reconquistar o espaço político do qual, por diferentes razões, se alienaram nas últimas décadas. Elas detêm o respeito de seus seguidores, de correligionários e, de um modo geral, não foram contaminadas pela decadência moral observada nos grupos que hoje ocupam governos estadual e municipal, frequentemente com associações com grupos fora da lei.

 

Em suma, é necessária uma verdadeira revolução na representação popular que produza um governo ético e meritocrático.


 

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