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PASSADO, PRESENTE, FUTURO


José Luiz Alquéres, editor



Viver o presente o mais intensamente possível parece ser a tendência predominante dos maiores contingentes da população. Será que este é um luxo ao qual não podemos nos permitir?


Immanuel Kant, grande filósofo do Século XVIII, introduziu um conceito que as gerações do presente devem abrir mão de algumas comodidades em benefício das gerações vindouras. Na época, isso soou muito estranho. Quase ao mesmo tempo, Thomas Jefferson dizia “the future can take care of itself” ou, em tradução livre, “o futuro pode cuidar dele mesmo”. No Brasil, existe o provérbio “o futuro a Deus pertence”, frase de caráter fatalista e, de certa forma, desestimulante de adotarmos ações hoje pensando em seus impactos no futuro.


Tanto a apologia do presente quanto a negação do futuro encontram um ponto comum no descrédito ao passado. O provérbio “águas passadas não movem moinhos” induz a se considerar que as experiências vividas ou históricas não servem para nada.


Essas considerações vêm a propósito da enorme importância com que devemos passar a considerar o futuro, que hoje podemos ter expectativas mais definidas, decorrentes de previsões bastante robustas, amparadas pelo melhor conhecimento científico.


Nosso planeta está vivendo uma situação muito especial onde alertas que vinham sendo feitos pela comunidade científica estão se materializando sob a forma de eventos extremos: secas, altas temperaturas, furacões, inundações, degelos, aquecimento global.


Mesmo no Brasil, uma amostra do que ocorreu na última quinzena é sintomática. Recordes de temperatura em várias cidades, secas destruindo plantações e semeaduras de culturas em todo sudeste do País, queimadas históricas no Pantanal, menor nível no Rio Negro, destruindo a fauna e prejudicando todas as populações ribeirinhas, ressacas no litoral, etc.


O jornal O Valor, de 14.11.2023, traz uma entrevista com Faith Birol, destacado economista turco e Presidente da Agência Internacional de Energia, um órgão insuspeito pois, em tese, deve defender os interesses desse segmento de negócios. O que ele diz, entre outras coisas, é que o mundo deve consumir menos energia, usando-a eficientemente, migrar para formas menos poluentes e, especialmente, os países ricos ajudarem a que estas iniciativas possam também ocorrer nos países pobres.


Embora ele comente o pouco progresso ocorrido entre a reunião do COP21 da ONU em Paris no ano de 2015, fica evidente que estas medidas devam ser estressadas na próxima reunião do COP28 da ONU que se realizará neste mês de novembro em Dubai. Além disso, alerta que está se esgotando o prazo para a humanidade se organizar em conjunto em uma forma de governança global, que respeite os direitos soberanos nacionais, mas possa adotar sanções sobre nações que fujam de suas obrigações em relação ao meio-ambiente.


Tudo isso, então, reforça que hoje devemos viver o presente, porém, considerando as lições de oportunidades perdidas do passado e com um olho naquelas inevitáveis tendências que poderão moldar um futuro melhor para a humanidade. Passado, presente e futuro seriam assim quase uma mesma coisa, como, aliás, os físicos teóricos, desde Einstein, vêm dizendo há um século.


 


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