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Místico Walt Disney


Disney card_Louis Lemoine e Eleonora Duviver

Havendo dito, "Se você vive certo, as coisas acontecem certo", Walt Disney mostrou-se místico. Havendo expressado em seus desenhos animados a interconexão de toda a criação, dando vida igualmente a objetos e a seus personagens, também se provou místico. Tendo estabelecido a vida acima da realidade ao dar autonomia de movimento `a fantasia, nesses desenhos, foi igualmente místico. Finalmente, também o foi ao colocar alma sobre matéria, dando ascensão `a personalidade de suas personagens sobre o mundo que as rodeava e, quebrando as leis da física que regem a matéria, fazendo com que tal mundo respondesse a cada uma delas de acordo com seu comportamento (como no caso em que uma onda do mar espancou o traseiro do Pateta quando ele tentava surfar.)


Walt Disney viveu para criar. Passou fome e enfrentou todo tipo de obstáculo durante sua vida, mas nunca cedeu. Disney tinha os traços fundamentais de uma pessoa inspiradora para esses tempos loucos em que vivemos: uma fé inabalável em si mesmo, um sentido de predestinação, o auto desapego necessário a que fosse canal de suas ideias, e uma tenacidade impar. Escrevi sobre ele em “From Mars to Marceline”, e também num livro que ilustrei com desenhos que fiz de seu rosto, e ao qual dei o titulo de “Disneyssense” (significando the essence and sense of Disney). Nesses textos, relacionei traços da personalidade de Walt Disney com tudo a que ele deu origem, direta ou indiretamente.


Tendo crescido com o universo de Disney, nunca cansei de lhe prestar homenagem, sentindo nesse universo uma profunda dimensão espiritual. Quando ia aos parques, sentia-me erguida do mundo dos fatos ao do ritual. Acreditar propositadamente num cenário faz-de-conta da Disneylandia significava lhe dar validez e era como se eu o recriasse, ao mesmo tempo em que me tornava uma de suas personagens. Em poucas palavras, era para mim virar criador e criatura ao mesmo tempo. Assim como uma criança diante de um brinquedo para o qual ela inventa estórias, ao mesmo tempo em que ela própria vivencia essas estórias.


A relação de Walt Disney e Mickey personifica o amor entre criador e criatura, que é essência de toda religiosidade: Amo Mickey mais do que qualquer mulher que conheci”, dizia Disney.

Ele era, como disse o biógrafo Neal Gabler, uma figura messiânica, tendo poder de inspirar infinitamente o time que liderava, com sua causa pioneira. Foi paternalista com seus trabalhadores, mas tinha pulso de ferro para com eles.  Não era, entretanto, menos duro consigo mesmo, e lhes proporcionou o precioso e criativo sentido para a vida, algo que nenhum dinheiro pode comprar.


A diferença entre um mero patrão e um líder está no fato de que o primeiro dá ordens que afirmam sua própria autoridade a seus trabalhadores, enquanto o segundo da aos seus, uma causa a qual ele mesmo obedece.  


 Disney sentiu-se traído pela greve em seu estúdio e culpou a infiltração comunista em Hollywood naquela época. A partir de então, virou republicano e encarnou a imagem de um tio benevolente e simplório, com quem qualquer tio honesto e trabalhador poderia se identificar. Tornou-se um recurso de mercado para a diversão saudável destinada à família, mas frequentemente dizia não ser ele aquele “Walt Disney”. Pois, afinal, criatividade é uma rebelião `a realidade ou ao que é cristalizado como realidade; é uma pena que a empresa nunca o tenha promovido como o rebelde que ele era.


Durante o tempo em que escrevi sobre Walt Disney, encontrei pessoas interessantes, como sua filha Diane Disney Miller, que ainda era viva, Louis Lemoine, o designer Disney que me deu a honra de fazer, com dois de meus desenhos, os cartões digitais que publico, o músico Richard Sherman, e outros. Dediquei dez anos de minha vida a desenhar, pensar, e escrever sobre Walt Disney. Durante esses anos, a separação entre este mundo e o próximo deixou de existir para mim. Encontrei-me totalmente livre da angústia da finitude e vivi a verdadeira felicidade da inspiração. 


Obrigada, Walt Disney!


Disney card 2_Louis Lemoine e Eleonora Duviver
 

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