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Diga xis!


A fotografia é uma arte e é incrível pensar na evolução da prática de tirar fotos. Algumas pessoas não gostam muito de tirá-las e outras de aparecer nelas, mas não há quem não se renda a uma bela paisagem fotografada ou a um momento especial de sua vida capturado. A nossa linha do tempo hoje possui centenas delas. Lembrei que há algumas décadas atrás, tirar fotos era um acontecimento. Comprávamos filmes de 12, 24 ou 36 poses. O filme de 36 dava até frio na barriga de emoção ao comprar porque era caro e tínhamos 36 chances de capturar belos momentos. E depois pagávamos para revelar as fotos. Fazíamos as tal "poses", dizíamos "xis" e clique! Ao final do uso das poses levávamos o filme para revelar. E qual não era nossa surpresa quando somente 20% das fotos ficavam boas. Foto tremida, olho fechado, boca aberta. Quando era foto em grupo então saia gente de tudo quanto é jeito. Que frustração! Era então o momento de esperar para ter uma nova oportunidade (e condições financeiras) para comprar um novo filme e começar tudo de novo. Nesta época tínhamos muitos álbuns de fotos, grandes e pequenos, eles existem ainda hoje mas estão ficando quase extintos. E também era outro acontecimento ver esses álbuns e continua sendo até hoje porque cada álbum de fotos possui parte de nossas histórias. Eu tenho uma foto de quando eu tinha uns 12 anos que alguém tirou, eu estava sentada no sofá com a mão apoiada sobre o braço dele. Fazendo charme né, mas a roupa... Estava com uma camiseta cinza com o nome de um vereador da época (aliás outra coisa comum nos anos 80 e 90, camisetas de vereadores, ganhávamos várias para fazer propaganda deles). Mas não vamos perder o foco porque hoje o tema é outro. Voltando a falar dessa foto em especial eu me lembro do sentimento, do momento, da sensação, de como eu pensei na pose. E é nesse momento que constatamos o que há de mais lindo nesse processo todo. Não é só o visual que é capturado, são as histórias e sensações que cada foto nos traz. Costumamos comentar uns com os outros: lembra desse dia na foto? Lembro que de manhã aconteceu isso ou aquilo. Lembro que depois disso nós fomos a tal lugar. Lembro que eu estava me sentindo assim, assado. Tudo isso vem à tona quando contemplamos uma foto. Nos dias de hoje, quanta coisa mudou. Existem selfies! Você tira foto de você mesmo e isso era quase impossível com as câmeras tradicionais. E se você sair de olho fechado, se a foto sair desfocada, se uma das cinco pessoas na foto sair estranha ou feia, com um clique a gente apaga e com outro a gente tira uma nova. Podemos tirar fotos a qualquer momento, de qualquer lugar e em qualquer circunstância. Talvez um pouco da mágica da foto tenha se perdido em tempos modernos e líquidos. Por outro lado ganhamos em praticidade, quantidade e custo. E para quem gosta há também os filtros utilizados para modificar e brincar com a nossa aparência. Mas agora o nosso trabalho constante é outro: ficar apagando fotos quase iguais em excesso. De qualquer maneira, as fotos sempre farão parte de nossas vidas, as antigas dos álbuns ou as modernas dos smartphones. Elas eternizam pessoas, eventos, modas, lugares. Elas estão presentes em muitos momentos e sempre nos fazem lembrar de quantas coisas nós já vivemos. E se não fosse por elas, com certeza muitas de nossas grandes lembranças se perderiam com o tempo. Viva a fotografia! De Paula Sabbag para CRIATIVOS!

 

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