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Antes que as luzes se apaguem


José Luiz Alquéres é ex-presidente da Light e Conselheiro do CEBRI

A história registra um heroico exemplo, a Reconquista, quando um pequeno principado das Astúrias iniciou a retomada de territórios cristãos invadidos na península Ibérica pelos árabes. Levou séculos, foi um trabalho feito com fé e competência.


A pacificação, quarteirão por quarteirão, em Nova York, nos anos 90, seguiu a mesma estratégia progressiva. Com inteligência, participação popular e tolerância zero à falta de ordem, a cidade readquiriu seu prestígio como capital de negócios e de turismo.


O Rio de Janeiro hoje vive um clima de insegurança e informalidade generalizado, comprovado na distribuição de gás de botijão, de água, no gatonet, camelôs, venda de cargas roubadas, domínio pelo tráfico e milícias de 1200 áreas na cidade, diariamente disputadas a tiros por facções criminosas. Assim, a evasão de receitas e tributos, insegurança e mortes, desmoralizam o Rio.


Mirando-se na Reconquista e em Nova York, para recuperarmos a ordem na cidade, respeitarmos o mercado e clientes, devemos criar uma metodologia para tratar esses problemas.

O caso Light, onde o roubo de energia em baixa tensão atinge quase 60%, pode ser emblemático para solução de problemas de informalidade nas grandes cidades.


A ação deve se iniciar pelo reconhecimento da heterogeneidade do tecido urbano, ou seja, existem áreas mais fáceis e outras mais difíceis para atuação da empresa. Deve-se começar pela blindagem das mais fáceis, antes que também mergulhem no caos.


Isso significa segmentar a concessão da Light, criando um grande território formado pelos bairros servidos pelo sistema subterrâneo, algumas áreas da Zona Norte, as concessões de geração, vitais para o suprimento de água, e os municípios do Vale do Paraíba. A receita dessa grande área deve ser suficiente para honrar as dívidas da empresa e, em conjunto com o Estado e outros interessados, urbanizar as favelas nela contidas, condicionalidades a serem impostas na prorrogação da concessão.


O próximo passo é o enfrentamento do roubo de energia em bairros da Zona Oeste e Baixada Fluminense, que seriam excluídos da área de concessão atual e divididos em duas ou três dezenas de cooperativas de eletrificação.


Nessas cooperativas cada consumidor é coproprietário da rede de distribuição, o que o faz um fiscal natural do seu funcionamento. Nelas, a Light entregaria energia em alta tensão em ponto a partir do qual, seguindo padrões técnicos adequados, cada cooperativa organizaria a distribuição de energia, a leitura dos consumos e o rateio da conta da Light. A inadimplência com a empresa seria punida com a suspensão dos serviços para aquela cooperativa. Haveria certamente um período de transição, de intensa doutrinação sobre os benefícios e responsabilidades de ser um cooperado.


Esta proposta, condizente com a legislação setorial, muda completamente a persona do inadimplente fazendo da cooperativa que não se organizou a culpada pelo seu desprezo às regras de vida em sociedade e menos atrativa para os seus moradores. Não se trata de uma transferência de responsabilidade de um Estado incapaz para indefesos cidadãos, mas o fomento de uma estrutura mais adequada para comunidades de baixa renda, reforçando o civismo, a participação popular e a eliminação da cidade-partida.


O sucesso da Light nessa iniciativa pode beneficiar vários outros setores, que passam por desafios semelhantes, e eliminar a informalidade em áreas complexas da cidade, em uma solução onde todos tem algo a ganhar.

 

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