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Vem aí, o centenário de Zé Kéti, a Voz do Morro


Lais Amaral Jr.


Resende perdeu há cerca de dois anos uma pessoa extraordinária, que foi o Mestre Claudionor Rosa. O velho mineiro, de Corinto, foi historiador, agitador cultural e um valente e incansável defensor dos nossos mais caros e genuínos valores artísticos. Uma das formas que usava para justificar a constante revisita aos grandes valores das artes, era o de comemorar o centenário de nascimento desses personagens. Se ainda estivesse entre nós, Claudionor certamente estaria organizando no Museu da Imagem e do Som, que criou em Resende, uma exposição pelo centenário de Zé Kéti. Os estudantes da rede pública que visitam as exposições do MIS, conheceriam um pouco mais desse mestre do Samba. No dia 16 de setembro se comemora o centenário do senhor José Flores de Jesus, o Zé Kéti.


Gosto muito do Centro do Rio. Sempre que posso bato pernas por lá. Atualmente isso está mais complicado, claro. Quando ia com mais constância, não foram poucas as vezes que troquei o almoço por um cachorro quente de linguiça em um Café na Rua São José, no Castelo. Perto do Edifício Garage. Dois pedaços de linguiça no pão francês, com molho de cebola, pimentão e tomate, pouco cozidos. Para acompanhar, chope escuro, sempre muito bem tirado. Delícia das delícias.


Independente de ir ou não ao Café, gostava de passar pela São José para evitar o tumulto da Rio Branco. E certa tarde passando por ali, voltei meus olhos para o balcão e, lá na entrada, do lado de fora, um engraxate dava um valor nos sapatos de um cidadão. O homem de ar simpático, usava um chapéu de abas curtas e parecia tranquilo. Reduzi o passo. Voltei a olhar. Era ele sim. Afinal, estou no Rio de Janeiro. Era Zé Kéti, tendo os sapatos engraxados, como um simples mortal. “Esse Rio de Janeiro’ é maravilhoso”, sai ruminando feliz. “É bom estar aqui”.


Alguns dias depois, estava eu de novo no Rio. Dessa vez, à noite. Eu vinha lá das bandas da Glória. Um compromisso amoroso. Caminhava com minha companhia pela Rua da Lapa, pela calçada da esquerda, sentido da Mem de Sá. Das proximidades dos Arcos vinha um som gostoso de samba. Ficava mais forte quanto mais perto. Havia, sob os Arcos, uma aglomeração (naquele tempo podia). De lá vinha o Samba. Fomos chegando, tinha gente com instrumentos de percussão, violão, cavaco. Empinavam um belo samba que não reconheci. Reduzimos o passo até que identifiquei no centro da roda, o cidadão de chapéu de abas curtas: Zé Kéti. A turma cantava sambas seus. Parei próximo para saborear aquele concerto gratuito, na rua, com um dos mais significativos ícones da nossa música. Fiquei até a roda se desfazer e Zé Kéti subir no sentido da Rua Joaquim Silva. Segui rumo à Gomes Freire comemorando, com o coração aos pulos, o que presenciara. “Só no Rio de Janeiro. A Cidade é mesmo Maravilhosa”.


Zé Kéti é autor de ‘A Voz do Morro’ tema musical do filme ‘Rio 40 Graus’, de Nelson Pereira dos Santos de 1955, um marco do nosso cinema. Autor do samba ‘Opinião’, do lendário show do mesmo nome no alvorecer da ditadura. E joias como: ‘Malvadeza Durão’, ‘Nega Dina’, ‘Leviana’, ‘Acender as velas’ e por aí vai. Incluindo a marcha rancho maior das maiores, ‘Máscara Negra’, que sempre que ouço, volto no tempo a meus bailes primordiais nos carnavais de salão. Parabéns, Zé Kéti e muito obrigado.


Se alguém perguntar por mim Diz que fui por aí,

Levando o violão Embaixo do braço Em qualquer esquina eu paro Qualquer botequim eu entro Se houver motivo, é mais um samba que eu faço” (Diz que eu fui por aí – Zé Kéti)


 

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