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TEMOS QUE MUDAR O QUADRO POLÍTICO





O mundo cultural ibérico e o sulamericano legaram grandes pensadores, como não me deixa esquecer meu amigo Dom Carlos Vera y Dominguez, ao me enviar um velho texto escrito por Mario Vargas Llosa sobre Ortega y Gasset.


Ortega y Gasset foi um dos maiores filósofos do Século XX, autor, dentre muitos outros, do livro "A Rebelião das Massas", que traz importantes reflexões sobre o momento presente no Brasil.


Ortega, que viveu entre 1883 e 1955, teve sua produção intelectual intensamente combatida pelas ideologias da época, em especial os movimentos fascistas na Espanha e comunistas na Rússia e leste europeu. Contribuiu para o seu esquecimento nos ambientes culturais, a leveza que trata a variável econômica na concepção da vida e da história, além de críticas exacerbadas à sociedade americana, que considera culturalmente pobre. Era um grande liberal não conservador e, assim, desalinhado, acabou apanhando de todos os lados. Sua grandeza, apesar dos deslizes citados, é hoje universalmente reconhecida.


 

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"A história é a realidade do homem", frase do seu livro, resume bem o pensamento do autor. Com fantástica intuição, lia os relatos históricos e neles descobria os paralelos existentes com os movimentos de massa de sua época. Isso evidenciava profeticamente o quão perniciosos eles seriam, destruidores da criatividade, da iniciativa e aviltantes do homem.


Massa para ele não era a massa homogênea dos marxistas, o conhecido proletariado. Massa era o aglomerado humano heterogêneo, formado por indivíduos de todas as classes sociais e econômicas, que se reúnem por alguma motivação política e passam a ter um comportamento primitivo, tribal. Esta massa, respondendo a estímulos que ferem seus apetites e paixões, adota comportamentos irracionais e incontroláveis. Hoje vemos se formar, na Praia de Copacabana ou na Avenida Paulista, coletivos compostos por filhinhos do papai, motoqueiros, desempregados ou mal-empregados, ignorantes intelectualizados e gente economicamente muito fragilizada, onde o que os une é um instinto animal primário, formado pela combinação de ódio, revolta e vontade de destruição de uma cultura que não os acolhe nem lhes mostra um horizonte qualquer. Daí o rastro de destruição que deixam.


Na época de Ortega, o fascismo e, depois, o nazismo, aglutinaram estas levas bestializadas em marchas e cerimônias públicas, para seus obscenos projetos de poder.


Tanto naquele contexto histórico como no atual do Brasil, a apatia das elites culturais tem a sua dose de responsabilidade no que ocorre. Seus valores de integridade, cultura e cosmopolitismo, além, é claro, sua ardorosa defesa das liberdades individuais - grande conquista do Estado de Direito - perderam a capacidade de sensibilizar a massa, pois inatingíveis para grande parte dela.


Sem elites culturais atuantes, a massa substitui o apelo dos valores e princípios pela liberação de seus instintos. Ela sacrifica a sua liberdade em benefício de identificação com o coletivo irracional e massificante. O efeito deletério, então, se propaga em cadeia: sacrifica a liberdade em prol do dirigismo, a arte em benefício de arremedos fake, as virtudes mais elevadas do gênero humano pelo mais baixo ideário de intolerância e destruição de tudo que aparece na sua frente.


Estes movimentos, mostra a história, conferem a seus líderes um caráter mitológico, como fez a Itália com Mussolini e a Alemanha com Hitler. Se logram, como aqueles, chegar ao poder fazem-se logo dos máximos defensores da pátria (último refúgio dos canalhas, como disse Brecht). Naturalmente, em um nacionalismo tacanho e paroquialismo político, corrompem as instituições e as colocam a serviço do cerceamento das liberdades democráticas, porque estas ameaçam a continuidade do seu projeto de poder.


O que fazer?


Abrir os olhos. Repudiar o comportamento de manada, de rebanho de gado, de viventes do cercadinho. São palavras que, não por acaso, apareceram em nosso cotidiano, referindo-se a humanos. Por exemplo, "efeito manada", na Bolsa. A "imunidade do rebanho", na questão das vacinas e o "cercadinho", local onde admiradores do Presidente aguardam sua visita matinal.


Por mais que a democracia nos desalente, devemos lembrar que ela só se aperfeiçoará na prática política, o que significa levar a sério as eleições. Votar com a cabeça e não com a paixão ou instinto. Usar o voto para ser um indivíduo pleno, ou, como Henley tão bem expressou em seu imortal poema "Invictus", ser o construtor do seu destino e o senhor independente da sua mente ("I am the master of my fate, I am the captain of my soul...").


José Luiz Alquéres, para CRIATIVOS!



 

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