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SAÚDE NO BRASIL




José Luiz Alquéres


Em artigo anterior, ressaltei a importância que as ações de governo se iniciassem com uma consistente política de estado para educação, que não somente aumentasse a eficiência do ensino fundamental, reforçasse a educação infantil pré-escolar (esta, a maior prioridade) e, por fim, tratasse adequadamente a educação superior. Esta educação superior, como então ressaltado, deve focar-se na criação de uma verdadeira elite cultural e numa fabricação de diplomas em massa, desprovidos de maior qualidade.


Outro problema de igual importância é a política de saúde. Esta semana o governo federal publicou um edital para contratação de milhares de médicos com alguns incentivos para que se fixassem no interior do país e aberto para candidatos estrangeiros, sem que deles seja exigida a devida validação do diploma. Lembro que, ao final do período do programa chamado “Mais Médicos”, aplicou-se no contingente cubano este exame de revalidação e só 2% foram aprovados. Em um exame posterior, aberto a todas as nacionalidades, esta porcentagem cresceu, embora ainda para baixíssimos 10%.


Enquanto isso ocorre, o poder público parece ignorar a importância da telemedicina e dos notáveis resultados econômicos que podem ser conseguidos com pequenas despesas. Um exemplo é extremamente elucidativo: a detecção de doenças associadas a diferentes modalidades do câncer de pele.


Levantamento recente do Ministério da Saúde apontou que dos cerca de 5.600 municípios brasileiros, apenas 600 possuem dermatologistas. Nós somos um país tropical, que de Norte a Sul tem seu território extremamente exposto a alta incidência de irradiação solar. As pessoas que trabalham ao ar livre, especialmente no setor do agro, que se concentram nesses 5 mil municípios sem dermatologistas, são aquelas que comprovadamente não recebem diagnóstico de seus problemas que apenas são detectados em fases adiantadas, onde seus efeitos, quando passíveis de correção, são mais sofridos e onerosos.


Um grande médico com quem conversava sobre o problema, hoje desenvolvedor de soluções avançadas com recursos tecnológicos simples, me dizia que 90% da incidência desses casos podem ser identificados com uma foto de celular enviada a um médico especializado em um centro distante. O médico ampliaria no próprio aparelho celular e, com aquele nível de acurácia, poderia orientar diretamente o paciente – ou um paramédico devidamente treinado, residente em algum desses municípios do interior – para que este adotasse as providencias necessárias, caso houvesse suspeita de problemas.


Não sairemos da triste situação que se encontra nossa educação e a nossa saúde se continuarmos nos baseando em soluções ultrapassadas, ou populistas, como as da Fase 1 do Mais Médicos. Atendimento em massa, com resultados benéficos para as populações de mais baixa renda exigem a formação de uma elite profissional da mais alta qualidade e atualizada pelas tecnologias mundiais mais modernas. A saúde em massa tem enormes possibilidades de ser barateada, assim como o dispêndio em remédios “curativos”, condenados a desaparecer na próxima década, substituídos por medicamentos imunizantes. Para isso, não podemos desprezar a ciência e tratarmos de saúde e educação como conversas de botequim.


 

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