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Retrospectiva 2021: Adeus ano velho!




Estas notas vão à luz a partir de 30 de dezembro. Restam cair pouquíssimos grãos para que o compartimento superior da ampulheta se esvazie completamente. Lá se vai 2021. E como diria minha saudosa mãe: Já vai tarde!! É um ano, quase para ser esquecido (continuação de 2020). Ou para não ser lembrado. Pra começar, foi um ano sem Carnaval. Qual o cidadão com um mínimo de bom senso e vivência poderia imaginar algo assim? Foi também mais um ano de perdas sentidas no meio artístico e no rol de nossas pessoas queridas. Ano em que a pandemia desdenhada, negligenciada ou, quem sabe, usada com perversidade até eugênica, ultrapassou mais de 600 mil mortes.


2021 foi o ano em que o país se viu humilhado no exterior retornando à condição de república de bananas, uma reles colônia, um estado anexado, uma província desgovernada tendo à frente um ‘testa de ferro’, um fantoche com faixa presidencial. Na verdade, uma excrescência de envergonhar a raça humana. Foi o ano no qual percebemos mais nitidamente, um passado assustador a nos sondar, a se aproximar, a nos abraçar. Um passado que imaginávamos enterrado e esquecido no final dos anos 1940. Claro que as tentativas de exumação dessa caveira podre sempre surgem em várias partes do mundo. Mas é assustador percebermos a sua presença entre nós.



Partido-Alto, chega mais nessa playlist da Spotify!



Tivemos sim alguns momentos auspiciosos, não podemos negar, como a comprovação da inocência do ex-presidente Lula e a constatação que sua liderança está intacta e crescente. Houve então um tiquinho de esperança em dias melhores, sim. O Botafogo retornou à Série ‘A’, Tuninho Galante me proporcionou escrever na Revista Criativos, lancei (não lancei porque a pandemia impediu) o livro de contos ‘Chico Buarque no Olho Mágico’, o próprio Chico lançou o seu livro de contos, ‘Anos de Chumbo’ e a Netflix pôs no ar o filme “Não olhe para cima”, com DiCaprio. O filme mostra como um mix de negacionismo, cinismo, mentira e ódio, idiotiza a massa que robotizada é conduzida sorridente, ao desastre. É a cara do Brasil atual, um país que se fascistiza. No geral, considero negativo o saldo de 2021.



Perspectivas: Feliz ano Novo!


Mas como reza a cartilha da época, a hora é de renovar os votos por um tempo melhor. E eu, garanto a vocês, sou um cara otimista, embora nunca despreze a realidade, por mais absurda que possa parecer. E cá pra nós, absurdo é mais um termo naturalizado por aqui, não é mesmo?! Mas tudo bem, sigamos em frente. Em 2022 o Carnaval pode dar as caras mansamente, se a vertente Ômicron permitir. Estou animado. Amo o Carnaval.


E mais: o ano novo é um ano eleitoral e se tudo ocorrer dentro da normalidade, elegeremos um novo Presidente da República e um novo Congresso. Há, sim faíscas de otimismo no horizonte como as pesquisas amplamente favoráveis ao ex-presidente Lula (até com vitória no primeiro turno, o que seria o melhor dos mundos), a possibilidade da união da Esquerda e Centro Esquerda com o Centro e a Centro Direita para barrar o Fascismo numa ampla conciliação nacional e, a novidade da federação partidária, que poderá construir um certo equilíbrio de forças no Congresso Nacional.


Mas faíscas de otimismo não devem significar euforia e nem nos levar a contar, repetindo minha saudosa mãe, com o ovo na cloaca da galinha. Temos que observar por exemplo, os movimentos do time Biden, para entender como pode vir de fora o estímulo às forças contrárias às nossas reações e de apoio ao obscurantismo e destruição da autonomia nacional. O Brasil é hoje não apenas o conhecido manancial de riquezas variadas, mas um ponto importante na geopolítica mundial, é estratégico para impedir a possibilidade de um mundo multipolar que viria ameaçar a supremacia de Tio Sam nos seus quintais, o que confirmaria a anunciada derrocada do Império.



Essas mulheres cantam muito! Veja essa playlist da Youtube.



Internamente não podemos perder de vista os movimentos de desnacionalização que deverão ser mais ligeiros no ano que chega. E não podemos desprezar a possibilidade de golpe para manter Bolsonaro no poder. Vá que ele se dê conta que perdendo a eleição, a cadeia seja seu próximo destino e, dos filhos! Seria por isso tantos militares no governo e com tantos privilégios? (1); e o aumento de salários para a Polícia Federal? (2). São alguns dos senões que não podemos perder de vista nesse ano que se inicia. Ano que também é de Copa do Mundo, um prato feito para que a grande imprensa escrita, falada, televisada e vendida, mobilize desmobilizando a nossa gente, tentando nos fazer crer que o país é a seleção de futebol e não o próprio país. Mas tudo depende de nós, já cantou o poeta. Olho aberto e disposição. Aí sim, teremos um ano novo, inaugurando um período melhor em nossas vidas. Feliz Ano Novo que chega chegando! Vamos levar fé, pessoal!

(1) "O Ministério da Defesa gastou recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19 para a compra de filé mignon e picanha. A constatação é de uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo informações do levantamento sigiloso feito pela Selog (Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas)”, obtido pelo jornal Folha de São Paulo, “foram usados R$ 535 mil em itens considerados de luxo", relata a jornalista Constança Rezende em reportagem de 26/12/2021.


(2) "Uma carta assinada por Jeremy Corbyn, ex-líder do Partido Trabalhista britânico, Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres, e pelos norte-americanos Noam Chomsky, linguista e filósofo, Oliver Stone, cineasta, Alfred de Zayas, ex-especialista independente da ONU para a democracia, Ilhan Omar, congressista democrata, e Mark Weisbrot, do centro de estudos em política econômica de Washington, alerta para o possível uso da Polícia Federal para a perseguição de adversários do governo Jair Bolsonaro (PL)", informou Mônica Bérgamo em sua coluna também na Folha de São Paulo.


 

Roda de Samba




 

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