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Os 11 de Campo Grande


Na raiz da história estavam Mafalda e Henrique.


Ela, uma sinhazinha que perdeu tudo da noite para o dia e partir daí não perdeu mais aquela tristeza no olhar.

Ele, dirigente do Partidão, comunista convicto desde sua terra natal, Belém do Pará.

Deles nasceram 11 filhos: quatro moças, todas lindas (Zeli, Neli, Nini, Sueli), e sete rapazes (Zezé, Quinho, Jorginho, Celsinho, Loca, Nenza e Filhinho).


Cada um a seu jeito, todos muito divertidos no convívio diário e com personalidades muito fortes.

A primeira a partir foi Nini, que nem cheguei a conhecer, mas de quem guardo uma história contada por minha mãe, que lhe pediu um vestido emprestado para ir namorar na Estação (era assim que se fazia naqueles tempos e naquele Campo Grande, à época ainda Zona Rural do Rio de Janeiro) . Porém, passou todo tempo seguindo a irmã de longe, meio as escondidas, e gesticulando pra ela tomar cuidado com a roupa.


Muitos anos depois, foi Filhinho, o artista da família. Excelente cantor e bom compositor – chegou a fazer um belo samba com papai (quem me deixou, penou, voltou) e uma versão pornô para Chapeuzinho Vermelho antológica.

Passados mais alguns anos e lá se foi minha mãe Zeli, alma mater, mãe coragem, sempre pronta a qualquer sacrifício pela sua prole.

Daí pra frente, o trem da história começou a acelerar.

Celsinho, o anarquista por excelência. Maluco beleza sem nunca ter fumado, bebido ou consumido qualquer droga.


Zezé, o bom malandro. Boêmio inveterado e amante das grandes tiradas. Foi dele que ouvi a melhor definição para uma pessoa desinformada: Está no subúrbio dos acontecimentos.


Loca, o Alicate. Sempre meio ermitão e sempre respondendo a quem lhe perguntasse como estava passando: Um tanto ou quanto absolutamente.

Neli. A tia Neném mãe de todos os filhos da família. Nada mais se pode dizer sobre ela que não seja uma redundância.

E agora Quinho, o comunista que fez história montando uma gráfica clandestina para o Partido Comunista que durante anos levou à loucura os órgãos da repressão.

Entre nós ficaram três.


Nenza, sempre chegado a uma filosofia e a pensamentos profundos.

Jorginho, o Coração de Leão. Força cega da natureza. Solidariedade à flor da pele.

Sueli, tão doce que nem se repara nela a verdadeira heroína sobrevivente de tantas batalhas.


A caçula, a quem Loca disse há algum tempo.

- Aos 70 anos você não é mais caçula. É uma senhora que precisa se cuidar.

E eu, às vésperas de completar 65 anos, tenho que reconhecer:

Já não sou mais o caçula

Tô é ficando velho.


Até a próxima esquina.


 

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Fernanda Morais, na Cedro Rosa.



 

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