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Que música você quer ouvir? 



 

Folhetim quinzenal em 7 capítulos

Capítulo 2

 

 

Quando o velho Benjamim se mudou para o sobradinho amarelo, em Campos Elíseos, foi como que alcançasse a meta suprema de sua vida. Sempre quis morar na Rive Gauche. Como observador do mundo, sabia que havia uma irônica inversão na geografia em relação à Cidade Luz.  Aqui os Campos Elíseos os Champs Élysées estão na margem esquerda do rio. Mas o que importa isso? Pela manhã, toma café, com ovo quente e pão com manteiga. Pão, o melhor da cidade, comprado na padaria com nome de santa e que fica em frente ao Café de Flore, o mais popular do bairro. Aquele em que as pessoas se sentam em mesas espalhadas na calçada.  


Depois do café, um disco na vitrola – heranças do pai - e esperar o radialista, que de segunda a sexta-feira, passava em frente ao sobrado e se deliciava com a música. Pela veneziana curte as expressões de deleite daquele homem e sente um prazer, meio perverso, ao vê-lo procurar com os olhos de onde vinha o som. As janelas do térreo, que dão para o passeio público, vivem fechadas. Mas o importante é que o radialista, invariavelmente, saía feliz para o trabalho. Depois Benjamim ligava o rádio na emissora da cidade, e ouvia de hora em hora o noticiário, lido pelo radialista. Certa manhã o sujeito não apreciara uma novidade portenha. Deveria preferir uma da lavra de Gardel.  


Lá pelas dez horas e pouquinho Benjamim sai de casa. Vai dar uma volta pelo bairro. Caminhar pelas ruas sem compromisso. Apreciar o burburinho das calçadas. O sobrado ficava numa pequena rua que liga a principal artéria do bairro à avenida que margeia o rio. Que não é Sena, claro. Gostava de ver as crianças passeando com as mães. Circulava pelo quarteirão que tinha o maior número de bares. Gostava de conferir os desocupados, aboletados às mesas do De Flore.


Desocupados porque são aposentados. São todos, pessoas de bem. As resenhas diárias devem estar voltadas à busca de soluções para o município e para o país, acreditava Benjamim.

Chega no diminuto Café do Chico Francisco, mais para ouvir coisas da política local, apesar de o café de lá ser muito bom. Fora de casa era o único lugar em que se arriscava num cafezinho puro. Forte e cheiroso. Nessa manhã naquela caixa de ressonância da vida política da cidade, ouvira a quase sussurrada fofoca de que o presidente da Câmara perdera a reeleição da mesa diretora da Casa. Por certo fora por soberba. ‘Se achava o grande malandro, um perfeito garufa como naquele tango’, pensara Benjamim que caminhou para casa, a tempo de ouvir, o noticiário do meio dia, e se chocar com a notícia principal. E lembrar do vereador, ‘o malandro’.          

 

 

No próximo capitulo, dia 17/04 saberemos qual foi a notícia que chocou o Velho Benjamim. Até lá.    

 

“Do bairro La Mondiola és um gandaieiro

E te chamam "Malandro" por seu visual

Tem mais reinvidicações que garotas de bordel

Que terias feito sucesso num salão de baile ...


(Garufa - Julio Collazo / Roberto Fontaina).


 

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