PADRÃO



A perspectiva através da qual vemos/sentimos/sofremos/experimentamos/vivemos o mundo é personalíssima. Nenhum de nós, mesmo os mais parecidos sob qualquer critério, dos gêmeos idênticos aos ideologicamente formados no mesmo arcabouço teórico, pensa ou sente absolutamente igual a outro. A variação pode até ser pequena, mas seria certamente captada num daqueles testes estatísticos bem básicos. Até dentro das bolhas!


Ao longo da vida, nada me assustou mais que tentativas de padronização de comportamentos. Frequentei muito o “cantinho do pensamento” nas salas de aula do ensino básico porque não me comportava como esperavam que eu me comportasse, apesar de entregar resultados acima da média.


Curiosamente, em simultâneo com a fuga do padrão, que é inerente a grande parte da humanidade, ocorre também uma busca por identificação com grupos, claro. Ou os adolescentes não seriam tão parecidos entre si, ou os militantes de esquerda ou direita, os sambistas, os farialimers, os religiosos, enfim, gente cuja semelhança não se dá por um fator de origem, mas por opções e aspectos sócio-culturais adquiridos. Mas isso não os torna iguais. Cada um carrega uma bagagem pessoal única, que pode ou não convergir para as mesmas tomadas de decisão em cada situação. Haverá, para além do qu