O tempo não para


Nos meus tempos de antigamente, amizade e proximidade eram uma coisa só.

Não sei se é possível a uma pessoa adolescente do terceiro milênio entender esse conceito.

A distância máxima entre nós era o "boa noite,até amanhã" quando finalmente nos separávamos depois de um dia exaustivo de brincadeiras.

No resto do tempo, desde cedo a amizade cúmplice nos atava.

E todas as cumplicidades, todas as brincadeiras, exigiam uma proximidade física.

Nem sei se uma pessoa adolescente, que se conecta com o Japão no celular em um segundo, tem como entender esse conceito.

É normal.

Era normal.