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O tempo não para


Nos meus tempos de antigamente, amizade e proximidade eram uma coisa só.

Não sei se é possível a uma pessoa adolescente do terceiro milênio entender esse conceito.

A distância máxima entre nós era o "boa noite,até amanhã" quando finalmente nos separávamos depois de um dia exaustivo de brincadeiras.

No resto do tempo, desde cedo a amizade cúmplice nos atava.

E todas as cumplicidades, todas as brincadeiras, exigiam uma proximidade física.

Nem sei se uma pessoa adolescente, que se conecta com o Japão no celular em um segundo, tem como entender esse conceito.

É normal.

Era normal.

O tempo não para, mas era quase parado.

Enfim, a mudança é inevitável.


As noções de proximidade e distância se diluem.

Mas quero muito poder dizer à minha filha e ao meu filho como era aquele jeito perto de ser, que deve ser tão absurdo pra eles quanto hoje é pra mim digitar uma ideia por segundo num teclado.

A gente se gritava o tempo todo.

A gente só precisava atravessar a rua pra completar a frase.

Afinal, estávamos sempre tão perto.

A gente jogava um jogo estranho de bolas de vidro (chamávamos gude), fazendo buracos nas calçadas (chamávamos búlicas).

A gente roubava e cortava bambus e fazia cola de arroz ou de farinha e roubava linhas das mães, tias e avós e cortava papel, só pra fazer as pipas.

A gente ia às marcenarias pra pegar restos de cola de madeira pra fazer cerol.

A gente juntava tudo que é vidro que podia, pra esmagar nos trilhos dos trens, pra fazer cerol.


E a gente andava nas ruas pavimentadas com o piche que derretia ao sol do meio dia e grudava queimando em nossos pés.

E a gente jogava um futebol só nosso, em campos impossíveis e com bolas inusitadas.

E a gente brincava de pique, e polícia e ladrão.

E tudo porque a gente queria sempre estar junto.

Era um tipo real de interface.

Bem diferente de hoje, quando tenho milhares de "amizades", mas não convivo com nenhuma.


Fnalmente estamos o tempo todo ao alcance de todo mundo.

MAS CADÊ MINHAS PESSOAS AMIGAS?


Até a próxima esquina.


 

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