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O Poder da Inteligência Natural


Gestora Cultura, Cinema, Economia Criativa
Daniela Pffeirer



Nos últimos anos, temos sido completamente absorvidos pelas redes sociais, inteligência artificial, imediatismo, superficialidade nas relações, correria.


Os resultados desta nova realidade estão por toda parte. Como professora, tenho observado mudanças significativas no comportamento dos alunos em sala de aula, tais como menor capacidade de concentração, pouco interesse na leitura, quase ou nenhum hábito de escrita, e, principalmente, muita dificuldade de se comunicar e se relacionar. 


Afinal, está tudo ao alcance das mãos – não precisamos mais decorar números de telefone ou endereços, nem mesmo os nomes das pessoas. Não precisamos mais parar no posto de gasolina para pedir informação durante viagens, nem selecionar os restaurantes e filmes que iremos assistir com base na indicação de quem conhecemos e confiamos.


Os dispositivos e aplicativos fazem todo este trabalho por nós. Basta um clique e já sabemos como chegar em determinado local, quanto tempo levará, onde comer, onde se hospedar, quais as opções de lazer, se dá para levar o pet ou se tem área kids. Ferramentas que têm como objetivo facilitar a vida e, em última instância, fazer com que não tenhamos que “perder tempo” com todas essas coisas. Mas, se for mesmo assim, o que estamos fazendo com o tempo que “ganhamos”? 


Sabemos que essa hiper conexão tem o potencial de nos escravizar e alienar. Basta sentar numa mesa de restaurante e olhar ao redor. Estamos todos com as caras enfiadas nos celulares, sequer lembramos como olhar para a pessoa que está na nossa frente e, quando olhamos, não sabemos bem o que dizer. Trocamos algumas palavras e, novamente, estamos mergulhados no mundo digital. É um mundo realmente fascinante, podemos saber neste exato momento o que está acontecendo em qualquer parte do globo!Difícil mesmo é se conectar com quem está bem na nossa frente. 


Isso faz com que a sensação seja, muitas vezes, de solidão. Estamos numa reunião, mas não estamos 100% presentes nela. Estamos em sala de aula, mas não estamos prestando atenção no professor ou na turma. Fortalecemos a conexão digital em detrimento da conexão humana, o que no longo prazo poderá nos deixar mais individualistas e menos empáticos.


Por isso, às vezes, é preciso dar um passo atrás e desconectar para se reconectar. Mudar a chave da IA – Inteligência Artificial (criação de sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente requerem a inteligência humana), para a IN - a Inteligência Natural das coisas e do mundo. Recentemente, durante uma breve caminhada na floresta, tive a sorte de me deparar com uma árvore centenária de 30 metros no caminho, da espécie Pau D´Alho. Ela fica na Chácara da Hera, no Vale do Café, que pertenceu à família de Eufrasia Teixeira Leite, primeira mulher a investir na bolsa de valores brasileira. 


Ali, parada em frente à árvore e completamente alheia ao que se passava no meu celular, me senti reconectada. Estava realmente onde eu estava, podia observar o verde da mata, o canto dos pássaros, o farfalhar dos bambus balançando ao vento. Foram instantes, mas que me trouxeram uma profunda paz mental e emocional.


Muitas pessoas utilizam a prática do mindfulness, ou atenção plena, como ferramenta de administração do estresse e da ansiedade. Perseguimos tanto os avanços tecnológicos, e agora precisamos aprender a equilibrar o vício digital com tudo de valioso que a vida tem a oferecer. Aí, quem sabe, não conseguiremos guardar um pouquinho o celular na bolsa, olhar para a pessoa que está na nossa frente no restaurante e soltar um simples e honesto: “tudo bem com você?”. Sem dúvida será libertador.


Nada neste artigo foi escrito ou revisado pelo ChatGPT.


Daniela Pfeiffer, Diretora Executiva do Centro Cultural Justiça Federal, Professora na ESPM e na FACHA, e Parecerista do Ministério da Cultura


Cedro Rosa: Democratizando o Patrocínio Cultural no Brasil


Em uma iniciativa inovadora, a Cedro Rosa está transformando o patrocínio cultural no Brasil, aproveitando incentivos fiscais como os Artigos 1-A e 3-A, além da Lei Rouanet. Essas leis permitem que patrocínios e investimentos em cultura sejam deduzidos do imposto de renda, tradicionalmente atraindo grandes corporações.


 


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 Cultura, a Arte e a Economia Criativa


A Cultura, a Arte e a Economia Criativa desempenham um papel fundamental na promoção da diversidade e equidade social, ao valorizar e ampliar vozes, histórias e expressões culturais diversas. Esses setores também contribuem para a inclusão de grupos marginalizados, ao oferecer oportunidades de emprego e renda em áreas criativas.




Nesse contexto, a Cedro Rosa Digital, fundada pelo músico e produtor Tuninho Galante, tem sido uma força motriz na profissionalização de artistas, compositores e músicos em todo o mundo. Através de suas ferramentas inovadoras de certificação e distribuição de obras e gravações musicais, a empresa não apenas facilita o acesso dos artistas ao mercado global, mas também garante a proteção de seus direitos autorais, contribuindo para uma indústria mais justa e equitativa.



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