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Nossa bandeira jamais terá a suástica




Difícil fugir do tema nesses tempos esquisitos, moçada. A ansiedade e, por que não dizer, um tiquinho de temor se misturam, provocando acomodações de terreno no interior da gente. O retrocesso é tão presente que assusta mais que ouvir Orson Welles narrar a invasão de extraterrestres. É assustador. Será que, como humanidade, estamos condenados a esse ‘vai e vem’ de certos humores? Borbulham na mente frases que mexem nossas inquietações desde sempre, e que nunca foram tão atuais. Como àquela atribuída a Karl Marx de que “a História se repete, a primeira vez como tragédia, e a segunda como farsa”. E a de outro alemão, Goebbels: “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.


Joseph Goebbels, o ministro da propaganda da Alemanha nazista era doutor em filosofia. Não era um tosco. Estudou Marx e Engels. Quis entende-los para melhor combater suas ideias e propagar uma ideologia contrária para o povo alemão que vivia na penúria econômica, fruto das sanções que o país sofria por conta da primeira Grande Guerra. Ele manipulava emocionalmente o povo com a publicidade, via vários departamentos que agiam no cinema, na música, na arte, na política, nas leis, nas finanças, na juventude, nos problemas raciais etc. E a mentira, dita mil vezes se tornaria verdade. E ele usou todas as formas de comunicação de que dispunha para difundir suas Fake News. O rádio foi o instrumento principal. Naquele tempo ainda não havia a TV e nem as redes sociais, o que teria facilitado bastante seu trabalho de condicionamento e adestramento da população.


Pode parecer exagero meus amigos, mas lembremos do secretário de cultura do atual governo federal, Roberto Alvim que apareceu num pronunciamento fantasiado de Goebbels e parafraseando o ministro nazista, ao preconizar como deveria ser a cultura brasileira no futuro. Foi tão explícito que os mentores de Bolsonaro acharam por bem afastar o idiota. Lembrem da foto de Bolsonaro tomando copo de leite junto com dois assessores, uma senha simbólica do supremacismo branco. Lembrem de ataques de skinheads a oposicionistas do governo no Sul do país ou de escolas como a de Ponta Grossa, com a professora fazendo o Heil Hitler para os alunos. Seria isso e a militarização de escolas país afora a filosofia da tal ‘escola sem partido?’ Eu exagero ou o ovo da serpente pode estar mesmo eclodindo? Alemanha acima de tudo. Deus, família, pátria, armas. Esses lemas nazistas te lembram algo, meu amigo?


Moro há três décadas em Resende, cidade que gosto e onde fiz e tenho muitos amigos. É uma cidade com mais de duzentos anos, e que foi o berço da agricultura cafeeira no país. A riqueza viabilizada pela mão de obra escravizada mais tarde foi substituída pela pecuária, tornando-se uma pujante bacia leiteira no Estado. Creio que esses ingredientes forjaram uma casta de senhores de terra e seu entorno o que colaborou para o delineamento de um perfil conservador da sociedade local, o que foi reforçado antes da primeira metade do século passado, com a instalação da Academia Militar das Agulhas Negras, a AMAN. Não por acaso, Bolsonaro teve aqui no segundo turno em 2018, cerca de 75% dos votos, contra menos de 25% sufragados a Fernando Haddad.


Samba do Bom! Tempero Carioca, escute na playlist da Spotify.


Recentemente um oficial do Exército em entrevista a um canal de jornalismo no You Tube disse que Bolsonaro foi apresentado como pré-candidato à Presidência da República a oficiais e aos cadetes da AMAN em 2014, quando ele passou a ser venerado como ‘mito’. O plano vem de longe. Mais recentemente li algo sobre o livro O Mito Hitler, do historiador britânico, Ian Kershaw. Entendi que a conexão, com parte da população que se identifica com valores sórdidos e repugnantes como racismo, homofobia, misoginia, é obtida com ciência e métodos. E que a religião e a moral são pilares dessa conexão. A coisa é bem pensada, nada é aleatório ou feito no improviso. E emerge uma outra frase fundamental de Goebbels: A propaganda jamais apela à razão, mas sempre à emoção e ao instinto.’ Frase que veio à luz em 1934. Para sorte nossa, temos Lula, o maior líder popular do país, que tem também uma forte conexão com grande parte de nossa gente. Não passarão!


“Apesar de você Amanhã há de ser outro dia Eu pergunto a você onde vai se esconder Da enorme euforia Como vai proibir

Quando o galo insistir em cantar Água nova brotando

E a gente se amando sem parar” (Amanhã vai ser outro dia – Chico Buarque)


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