(Não) olhe para cima e o clima



Anna Maria Cárcamo

Em dezembro de 2021 a Netflix lançou um filme “Não olhe para cima”; uma sátira que retrata dois cientistas tentando salvar o mundo de um enorme meteoro que irá destruir toda a vida na Terra. Apesar da quase absoluta certeza do fim iminente, aqueles que podem fazer algo a respeito, os líderes de grandes potências e bilionários, se negam a agir ou não fazem o suficiente. O grande motivo por trás disso é o potencial lucro, o meteoro continha metais raros que poderiam ser muito lucrativos. Qualquer paralelo com a realidade não é mera coincidência. Especialmente quando falamos de mudanças climáticas.


Alguns cientistas já nos alertam do aquecimento global desde os anos 1960, e existem até mesmo relatos iniciais de estudos sobre o tema nos anos 1800. Em 1896 o sueco Svante Arrhenius começou a averiguar que existiam fatores que poderiam acelerar as mudanças do clima. Antes dele, por muito tempo apagada da história, a americana Eunice Foote, em 1856, já estudava o efeito estufa e descobria fenômenos que poderiam alterá-lo.