Meu nome é Dal...

Agaldiga Campos da Silva, para CR Zine.


UMA PRÁTICA.

Tive meu primeiro contato com o yoga aos quinze anos. Adolescente gordinha e desajeitada saída de uma experiência frustrante com o balé clássico, comecei a praticar yoga com uma professora particular indicada por uma amiga de minha mãe. Pratiquei apenas por um semestre, mas fui apresentada às posturas, para as quais tinha uma certa facilidade, e aprendi a importância da respiração e do relaxamento.


Nunca me dediquei a nenhum esporte, mas sempre me mexi. Criada no Canal de Cabo Frio, nadava e remava para me deslocar de um lugar a outro, o que me deu uma musculatura bastante forte. Depois de casada, por duas vezes, e com dois professores diferentes, tentei voltar ao yoga, porém não fui em frente. Acabava me estressando quando não conseguia realizar bem as posturas, e não desligava.


Mas caminhava diariamente uns bons quilômetros, me pendurava na porta do banheiro, e julgava que isso me mantinha em forma. Sentia-me bem. Só que, há uns nove anos, tive uma crise de diverticulite, e meu médico sugeriu que eu precisava de outra atividade física. Foi então que, de novo, procurei o yoga, desta vez no Espaço Nirvana, onde fiz aulas de hatha duas vezes por semana, frequência que me permitia o meu ofício de tradutora.


No início de 2017, com o horário mais folgado, resolvi aproveitar mais as atividades do Espaço e fiz uma aula guiada de Ashtanga. Foi amor à primeira vista, mesmo eu nã