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“MEU CORPO ESTÁ AQUI” , texto e direção Julia Spadaccini e Clara Kutner



foto: Renato Mangolim

Texto e Direção Julia Spadaccini e Clara Kutner

Direção de Produção Claudia Marques

Espetáculo inédito com dramaturgia a partir das experiências de afeto e sexualidade de atrizes e atores PCDs, “Meu Corpo Está Aqui” estreia na noite de 7 de outubro, sábado, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana

“Meu Corpo Está Aqui” é um espetáculo teatral inédito baseado nas experiências pessoais de Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes, atrizes e atores PCDs (pessoas com deficiência), em que eles próprios estão em cena falando abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos, seus desejos.


Uma mistura de depoimentos ficcionalizados por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner retratando o jogo entre as pulsões e os obstáculos que se apresentam nas descobertas e nas experiências de afeto e sexualidade em corpos PCDs. Um tema original e inédito nos palcos, que se aprofunda na reflexão desses corpos invisibilizados socialmente.

No elenco, Bruno Ramos é surdo não oralizado, Haonê Thinar é pessoa amputada, Juliana Caldas tem nanismo e Pedro Fernandes tem paralisia cerebral com cognitivo preservado e é usuário de cadeira de rodas.



 

Música de bar e boteco, playlist de artistas brasileiros Cedro Rosa, escute aqui!



 

Com texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, direção de produção de Claudia Marques, “Meu Corpo Está Aqui” estreia nacionalmente na noite de 7 de outubro, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana, com apresentações aos sábados, domingos e segundas.

– O nosso corpo é um importante veículo de comunicação. É através dele que expressamos nossos desejos, nossas angústias e nossas satisfações. Estar com o corpo presente e pleno é fundamental para se sentir segura e potente. Seja qual corpo for, de que forma for, de que tamanho for. O corpo é a nossa identidade, a nossa assinatura visível. O encontro com esses atores e com essas histórias me dá a oportunidade de colocar o meu trabalho a serviço desta pauta tão necessária e urgente e isso me traz muita satisfação. Estar a frente de um projeto desta relevância é uma grande responsabilidade, um grande aprendizado, uma grande realização, – declara Claudia Marques.


Em “Meu Corpo Está Aqui” a ficção entra como um elemento reflexivo, pelo fato de conectar o público com as semelhanças que existem entre todos nós e que são encobertas pelo preconceito e pela falta de conhecimento. Pessoas com deficiência vivem em um corpo e em uma essência que é viva. Não precisam desfrutar de suas histórias no silêncio, nem ser infantilizadas em tentativas de apagamento que remontam a concepções culturais e históricas a respeito do que é considerado “normal”.

– Pensei nesse projeto há mais de 3 anos. Está sendo uma realização pessoal muito grande, tendo em vista que trabalho há mais de 20 anos escrevendo teatro e, pela primeira vez, fazendo uma dramaturgia voltada para uma questão que também me inclui. Ser uma autora PCD e estar num projeto onde todos em cena também são, é uma vivência de vasta inclusão –, comenta Julia Spadaccini, que é deficiente auditiva. – Precisamos de PCDs protagonizando filmes, peças, programas de TV. Especialmente num cenário de amor e sexo. A peça vem para jogar luz, justamente, nessa grande invisibilidade que acomete o corpo com deficiência, seus desejos, amores e sexualidade –, conclui Julia.



 

Grandes artistas brasileiros neste playlist do Cedro Rosa / Youtube.



Em 2018, Clara Kutner iniciou parceria com o artista visual e consultor de acessibilidade Emanuel de Jesus para o projeto Acessibilidade em Movimento, onde se relacionaram com pessoas que trabalham nas questões em torno do tema inclusão na arte de forma muito diferente, uma via de mão dupla sempre. A partir da ideia de outrar, que é a necessidade de se colocar no lugar do outro para viver em coletividade, surgiu SOM, uma coreografia para surdos, instalação vibratória que ficou exposta no Oi Futuro, em 2019, e uma série de videodança chamada Já! Hoje o projeto é uma companhia de dança formada por bailarinos surdos que dirige e está em criação de um novo espetáculo.

– Quando Julia me convidou para essa parceria foi incrível pois tratar de sexualidade é um assunto que também tem ganhado para mim grande importância nos meus trabalhos. Como minha formação em dança é tão presente em tudo o que faço no teatro e no audiovisual as cenas com movimento e contato físico sempre me interessam muito –, declara Clara Kutner. – Penso o “Meu Corpo Está Aqui” como uma peça desejo-manifesto onde os atores se misturam, se embolam, celebram seus corpos, com algumas histórias tristes, uma dose alta de ironia e muitas perguntas que não temos como responder. Queremos levantar questões e embaralhar a lógica da eficiência –, finaliza Clara, que recentemente recebeu crítica elogiosa da Folha de S.Paulo, pela delicadeza da diretora ao tratar uma cena de sexo na novela Um Lugar ao Sol.


“Meu Corpo Está Aqui” foi realizado através de patrocínio do Programa de Fomento à Cultura Carioca - FOCA II da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio institucional do Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro.

Durante a temporada, todas as sessões terão intérprete de Libras e acessibilidade para autistas, e 01 sessão com áudio discrição no dia 23/10.



Ficha técnica

Texto: Julia Spadaccini e Clara Kutner

Direção: Clara Kutner e Julia Spadaccini

Elenco: Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes

Direção de Produção e Coordenação Geral do Projeto: Claudia Marques

Diretor Assistente: Michel Blois

Produção: Fabricio Polido

Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil

Colaboração de texto: Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes Figurino e Cenografia: Beli Araujo

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Direção de Movimento: Laura Samy

Música: Luciano Camara

Visagismo: Cora Marinho

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Programação Visual: Felipe Braga

Fotografia: Renato Mangolin

Redes Sociais: Rafael Teixeira

Audiodescrição: Graciela Pozzobom

Intérpretes de Libras: Jadson Abraão e Thamires Alves Ferreira

Realização: Fábrica de Eventos

Serviço

Teatro Gláucio Gill

Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, RJ

Próximo a Estação Cardeal Arcoverde do Metrô Rio

Estreia: 07 de outubro de 2023

Temporada: 07 a 30 de outubro de 2023

Sábados e segundas às 20h e domingos às 19h

Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

Bilheteria: Segunda a sexta a partir das 16h, sábado e domingo a partir das 14h

Vendas antecipadas online: https://funarj.eleventickets.com

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 60 minutos


Escute essa playlist Cedro Rosa / Spotify.



Outras apresentações:

26/10 - Fita - Festival Internacional de Angra do Reis

16/11 - Arena Carioca Dicró

17/11 - Arena Carioca Chacrinha



ADENDO – Minibios das autoras, diretoras e elenco

Clara Kutner é carioca e diretora atuante em cinema, televisão, teatro e dança. Formou-se em Cinema pela UNESA/RJ e fez seu primeiro ano dessa formação na escola TAI em Madri no ano de 1997. Seu trabalho mais recente no audiovisual foi como diretora da série “Pedaço de Mim” para a Netflix com estreia prevista para 2024. Seu primeiro curta-metragem “Bukowski ou Cachorro, cadê tua alma?” ganhou prêmios nos festivais de Curitiba e João Pessoa em 2001. A partir de 2018 começou a desenvolver o Projeto SOM – Som do Movimento com dança, artes visuais e tecnologia para pensar na inclusão na arte. Assim desenvolveu SOM, uma coreografia para surdos, instalação vibratória que ficou exposta no Centro Cultural Oi Futuro em 2019 e Já!, série de videodança em 8 episódios que ganhou o edital Aldir Blanc em 2020. Na TV, trabalhou como assistente de direção no programa “Conhecendo o Brasil”, da TVE. Trabalhou na Rede Globo de 2005 a 2017 como assistente de direção e diretora. Seu primeiro programa como assistente foi “Sítio do Pica-Pau Amarelo” depois participou da implantação do programa “Por Toda minha vida” e passou o ano de 2008 junto com o diretor Mauricio Farias na criação de quadros para o “Fantástico” como “Sexo Oposto” e “Bicho homem” com roteiro de Jorge Furtado e Guel Arraes. A partir de 2010 dirigiu a novela “Escrito nas Estrelas”, os seriados “Aline”, “Tudo junto e misturado” e “Tapas e Beijos”, “Vídeo Show” entre outros. Em 2022, dirigiu a novela “Um Lugar ao Sol”, recebendo crítica elogiosa da Folha de S.Paulo, pela delicadeza da diretora ao tratar uma cena de sexo. No Teatro, em 2011, dirigiu o espetáculo “Alcubierre”, texto e interpretação de Alex Cassal, que continua no repertório do Coletivo Foguetes Maravilha. Em 2013, dirigiu “Horses Hotel” que estreou no Festival de Curitiba e fez temporada no Espaço Oi Futuro e “Gesto Flamenco” com a bailarina espanhola Carmen La Talegona, no Theatro Net Rio. Em 2017, dirigiu “Passarinho” com texto e atuação de Ana Kutner, no Sesc Pinheiros. Em Música, dirigiu o show e o clipe do disco “Adundundarandum” dos músicos René Ferrer e Carolina Sá.

Julia Spadaccini nasceu no Rio de Janeiro, tem 44 anos, é formada em Artes Cênicas pela UNI-RIO, em Psicologia pela USU e Pós-graduada em Arteterapia pela Cândido Mendes. No Teatro, é autora de mais de 20 peças encenadas no Rio de Janeiro e em viagens pelo Brasil. Indicada aos prêmios Shell (2012), APTR e Cesgranrio (2013). Vencedora do Prêmio Fita (2013) e Prêmio Shell (2013) como Melhor Autora pela peça “A Porta da Frente”. Com a peça “Euforia” (2019) foi indicada ao Prêmio Cesgranrio como Melhor Autora. Uma das autoras da peça “PI”, dirigida por Bia Lessa, Prêmio APCA de Melhor Espetáculo. Na TV, foi roteirista da série “Oscar freire 279” (Multishow, 2011), do programa “Aprender a Empreender” (Futura, 2010), “Básico” e “Quase Anônimos” (Multishow, 2009). Roteirista na produtora Jodaf Mixer e Conspiração Filmes (2008/09). Roteirista do programa “Tapas e Beijos” (Globo, 2013-15) e da série “AMORTEAMO” (Globo, 2015). Uma das roteiristas de “Chacrinha – O Velho Guerreiro” filme e série para Rede Globo, Melhor Roteiro do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro. Criadora e roteirista das duas temporadas da série “Segunda Chamada” (Globo, 2019-20), Prêmio APCA de Melhor Série e ABRA de Melhor Roteiro de Série (2020-21). Participou da oficina de teledramaturgia (Globo, 2010). Colaborou como roteirista do filme “Loucas para Casar” (Glaz Filmes, 2015). Desenvolveu o argumento do filme “Isolados” (2014). No Cinema, assinou o roteiro do longa “Qualquer Gato Vira-lata” produzido pela “Tietê Filmes” e o curta “Simpatia do Limão”, Prêmio Porta-curtas Petrobrás no Festival de Cinema do Rio (2010). Foi integrante do site “Dramadiário” durante 3 anos e roteirista dos gibis da Editora Globo (2006/07) e “Luluzinha Teen” da Ediouro (2009-2011).

Claudia Marques é diretora de produção e sócio-diretora na Fábrica de Eventos. Há 30 anos vem contribuindo com a expansão e difusão da cultura carioca, no Brasil e em outros países. Nas artes cênicas foi produtora por 8 anos dos espetáculos da consagrada Cia. dos Atores, entre eles o premiadíssimo espetáculo “Melodrama” com direção de Enrique Diaz. Trabalhou com diferentes diretores como Mauro Rasi, Aderbal Freire Filho, Paulo de Moraes, Moacir Chaves, Paulo José, Pedro Brício, Christiane Jatahy, entre outros. Com mais de 30 peças no currículo produziu sucessos como “O Sermão da Quarta Feira de Cinzas” com Pedro Paulo Rangel, “A Controvérsia” com Matheus Nachtergaele, “Julia” de Christiane Jatahy. Levou aos palcos obras de autores e diretores brasileiros que hoje se consagraram com grandes sucessos como “Infância, Tiros e Plumas” de Jô Bilac, “Me Salve Musical” de Pedro Brício e “Mata Teu Pai” de Grace Passô . Suas últimas produções “Macbeth2020” e “A Melhor Versão” no formato audiovisual e “Meu Filho só anda um pouco mais lento” uma experiência intercênica com direção de Rodrigo Portella. Em junho de 2022, estreou em Viena (Áustria) “Depois do Silêncio” de Christiane Jatahy baseado no livro Torto Arado, espetáculo que segue em tournée pela Europa; em setembro e novembro de 2023 estará na Espanha e Suécia respectivamente em 6 cidades. Em janeiro de 2023 estreou no Centro Cultural do Oi Futuro “Julius Caesar - Vidas Paralelas”.

Juliana Caldas é paulistana e tem 35 anos. É uma mulher com nanismo e trabalha como atriz profissionalmente há 15 anos. No Teatro, onde iniciou sua carreira, participou de mais de dez produções, como “VIK O Micro Espetáculo” de Maicon Clenk, “Brian ou Brenda?” de Franz Keppler, com direção de Yara Novaes e Carlos Gradim, e os infantojuvenis “A Bela e a Fera”, “Alice no País das Maravilhas”, “Peter Pan”, “Natal Mágico” e “Barney e seus Amigos” (com esse espetáculo excursionou pelo Brasil, Argentina e Equador). Atuou na Ópera “Pagliacci”, dirigida por Willian Pereira. No Cinema, atuou nos curtas “MADAM” de Edwin Firmín (rodado na Espanha e falado em espanhol) e “The Pagliacci - Coringa” (mistura de ópera com ficção), dirigido por Sergio Spina. Na TV, seus trabalhos de destaque são a série infantil “Parque Patati Patata” (Discorvery Kids) e a novela “O Outro Lado do Paraíso” de Walcyr Carrasco, na Rede Globo, contracenando com atores como Fernanda Montenegro, Lima Duarte e Marieta Severo.

Pedro Fernandes tem 31 anos, é petropolitano, tem paralisia cerebral com cognitivo preservado e é usuário de cadeira de rodas. Ator, diretor, apresentador, repórter, palestrante. Formado Artes Dramáticas pelo ITB – Instituto Técnico Brasileiro e em Serviço Social pela Unopar - Pólo Petrópolis, foi aluno do curso de Teatro Tablado, Atualmente faz parte do elenco fixo dos Doutores da Alegria e, desde 2018, integra o Laboratório de Teatro Experimental Café Pra4. Como ator, atuou em várias peças apresentadas durante o Festival Pró Artes, em Petrópolis. Atuou como ator e diretor de peças teatrais do Grupo de Teatro Arte na Avenida. Atuou nas peças do Grupo Estrela do Amanhã. Foi ator e produtor da Companhia Coletivo Teatral Komos. Integrou a equipe de produção da Mostra de Teatro de Petrópolis e Scena Serrana. Atuou sob a direção de Renato Carrera na peça Na Cozinha.

Bruno Ramos é carioca e tem 42 anos. Pessoa surda não oralizada, Bruno é professor de Libras, ator, poeta e Arte-Educador. Possui mestrado em Estudos da Tradução com pesquisa em (2016) pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS. Atualmente é professor da disciplina de LIBRAS na Universidade Federal Fluminense - UFF. Atuou no curta metragem “O Caso LIBRAS” com um elenco de atores ouvintes famosos, atuou em várias peças teatrais e, inclusive, participou do Festival Clin d'Oeil (Encontro Internacional Pluridisciplinar em Artes de Surdos) em Reims, França, em julho de 2013 e 2017 e do DeafNation World Expo 2016, em Las Vegas, Nevada, Estados Unidos.

Haonê Thinar é mulher PCD com amputação total da perna e trabalha como atriz desde 2019. No teatro, participou das montagens A Mansão de Mis, Jane Mix (Oficina dos menestréis) e Hora do Horror em tournée pelo Brasil por 2 anos. Também integrou o grupo de Artes Cênicas no Hopi Hari e participou das campanhas publicitárias Johnnie Walker, SFPW, Virada Inclusiva (Virada Cultural Paulista).


 

Artes, cultura e economia criativa


As artes, cultura e economia criativa desempenham um papel fundamental no desenvolvimento humano e socioeconômico, além de serem geradoras de emprego e renda. Elas promovem a expressão individual, enriquecem a diversidade cultural e impulsionam a inovação. A Cedro Rosa Digital, uma empresa inovadora na área musical, tem se destacado ao certificar músicas por meio da tecnologia blockchain, garantindo a autenticidade e originalidade das obras.




Isso não apenas protege os direitos autorais dos artistas, mas também cria um ambiente confiável para investimentos. O uso de tecnologia moderna agrega valor à indústria da música, atraindo mais investidores e oportunidades de negócios.


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Ao fazer isso, a Cedro Rosa Digital contribui para o crescimento econômico ao criar empregos nas áreas de tecnologia, direitos autorais e marketing digital, enquanto gera renda para os músicos por meio da venda e licenciamento de suas músicas certificadas. Essa abordagem inovadora ilustra como a economia criativa pode fortalecer a indústria musical e impulsionar o desenvolvimento humano e socioeconômico.



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