VALEU, MIRO!



PAULO CASTRO / Paulinho do Cavaco


Pena, Miro! A parceria acabou. Fico observando o seu corpo estirado na calçada, esquina de Princesa Izabel com Nossa Senhora de Copacabana. Infartou, né? Todo mundo avisava: olhe a gordura na barriga, faça dieta, caminhada...


Mas qual o quê! Aposentado, relaxou geral. Vez em quando, uma caminhada de meia hora no calçadão, pensando no pão francês com manteiga, no belo bife com fritas, no sorvetinho, na goiabada com queijo, no chopinho com os amigos... Agora, Miro, você está aí, cercado de uns poucos curiosos desconhecidos, olhos abertos refletindo o céu estrelado de Copacabana. Você vai me desculpar, mas não vou ficar aqui choramingando ao seu lado, não. Prefiro guardar sua imagem de boêmio e levá-la comigo nesse derradeiro passeio pelo bairro que você tanto amou. Como vê, já estou usando o pretérito perfeito.


Miro, você sabia aproveitar Copacabana, principalmente à noite, e, o melho