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SAMOTRÁCIA

Léo Viana, para CRIATIVOS!



Léo Viana


Não sei onde li (procurei e não encontrei mais, a essa altura acho que li uma coisa e sonhei com outra…) sobre a retirada da Vitória de Samotrácia do Louvre, antes da ocupação de Paris pelos alemães. A Vitória de Samotrácia é uma Vênus, uma daquelas estátuas femininas gregas lindas e detalhadas. Originalmente era como um anjo, com duas grandes asas, mas quando foi encontrada nas escavações já tinha uma asa só. Fica em destaque no Museu desde 1870, parece.


Pois bem, na imagem que vem à minha cabeça (pode ter sido um filme... Ajudem aí, por favor), um caminhão grande levava a estátua de pé, passando por pequenos vilarejos. As pessoas obviamente não entendiam nada e achavam estranhíssimo que aquele anjo de mármore já meio detonado (uma asa só…) estivesse passeando pelo interior da França, rumo ao Vale do Loire, onde grande parte das obras de arte ficou escondida dos invasores.


Gosto tanto dessa alegoria - do anjo desfilando em carro aberto pelo meio do povoado - que deu vontade de associar a alguma coisa que estivéssemos passando agora, Mas não é fácil. É preciso um certo descolamento da realidade. E algum exercício intelectual.



 

Playlist - Cantando e Sambando com Distanciamento Social Carnaval 2021 - Spotify

 


Quando, com a anuência de 57 milhões de brasileiros, os inimigos tomaram o poder nas eleições de 2018 (tendo começado nas eleições de 2014, com aquele famoso biquinho do Aécio e a cara de choro do Merval ao vivo), muita gente começou a se preparar para o pior.

O pessoal do golpe, ainda que não fosse de confiança ( e o Mendoncinha na Educação já fosse uma prévia do Weintraub…), tinha uma dose maior de civilização. Eram vários gangsters, acostumados ao coronelismo político, mas nenhum aparentemente vinculado às milícias ou ao negacionismo científico, terraplanismo ou outros variáveis da ignorância orgulhosa.


Mas ok. Eles não merecem defesa.

O festim diabólico do impeachment, em 2016, com todas aquelas referências a deus (assim com minúsculas, claro. Deus com maiúsculas é outro, o bom…), todos os salamaleques e, claro, as lembranças da ditadura, acenderam a luz vermelha, disfarçada em verde e amarelo.


Mas falta a referência à Vitória de Samotrácia. Pois é. Ninguém lembrou de guardar as obras de arte, de levar pra local seguro o que tínhamos de mais valioso, o que conta a nossa história, os nossos mitos primordiais.

É verdade que, sendo uma sociedade nova, conservadora, senhorial, recém urbanizada e que só muito recentemente aprendeu - se é que aprendeu - o que é viver sob democracia, não havia muita coisa pra guardar. Mas os invasores, aqui, tiveram acesso a tudo. E estão se esforçando pra destruir, no menor tempo possível, tudo o que eles consideram “arte degenerada” ou pendurar em casa o que eles gostam.



 

Playlist - O Melhor da MPB / Youtube

Contemplativa / de Tuninho Galante / Cedro Rosa


 

A nossa Vitória de Samotrácia é a nosso patrimônio imaterial, o nosso conhecimento científico, a nossa produção cultural. E toda vez que um caminhão chega com isso no interior o povo fica feliz, surpreso e intrigado.

O problema maior é que agora, com o invasor no centro do poder, com a mesma sanha destruidora de qualquer invasor, os caminhões que vão pro interior não levam arte ou coisa parecida, mas algo como projetos de segurança, dogmas religiosos, escola sem partido e outras pós verdades.


O meu consolo é que a Vitória de Samotrácia (e também a Mona Lisa e mais um monte de esculturas e pinturas importantes) viajaram em caminhões fechados, aqueles nos quais a Comedie de France carregava os seus cenários. Tomara que alguém tenha feito igual aqui.

Ou o grande anjo passando no meio das cidadezinhas, que era só uma alegoria, pode ser o anjo da morte.


Os caminhões que carregam as coisas, para o bem ou para o mal, agora cabem no bolso.



 

Playlist - Chega mais nessa Roda de Samba - Spotify

 

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