Literatura / MILITARES, por Léo Viana



Léo Viana

No mundo utópico que eu projeto pra quem vier depois de mim, talvez as armas de fogo fossem as primeiras coisas a sumir. Com elas as corporações militares, os caçadores, talvez até o tiro ao alvo tradicional. Guerras destruidoras, canhões, pistolinhas e bazucas, fuzis e metralhadores, revólveres, mísseis balísticos, armas atômicas. Não importa o tamanho, num mundo verdadeiramente ideal isso não faria sentido. E aí nem polícia, nem ladrão, nem assassino americano infeliz, nem bandido carioca, miliciano ou traficante.


O sonho, utópico ou não, é meu e sonho com o que eu quiser. Tem gente falando absurdos por aí muito mais insensatos e perigosos pra todos e alegando a liberdade de expressão pra se manter falando…


Na hora em que se anuncia, aos quatro ventos, que o projeto de orçamento do governo pra 2021, mesmo sem termos ainda saído da peste que nos assola